Milho segue estável a R$ 86,00/sc

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Foto: Divulgação

O recuo dos futuros do cereal na B3 reflete o movimento de importação e o clima positivo para o milho 1ªª safra, o vencimento novembro/21 caiu 0,11%.

A disponibilidade de milho no mercado doméstico continua favorecendo o movimento de acomodação dos preços no interior com a saca em Campinas/SP estabilizada no patamar de R$86,00/sc. O recuo dos futuros do cereal na B3 reflete o movimento de importação e o clima positivo para o milho 1ªª safra, o vencimento novembro/21 caiu 0,11% e ficou cotado a R$ 86,97/sc.

As importações do grão aceleraram o ritmo na 1ª semana de nov/21 com 122,15 mil toneladas do produto descarregadas nos portos brasileiros, volume equivalente a 58,35% de todo o mês em 2020.

O preço médio pago pelo cereal ficou em US$ 248,2/t, valorização de 4,1% no comparativo semanal, totalizando o montante financeiro de US$ 30,31 milhões, 576% a mais que a mesma ocasião no ano passado, onde a tonelada era avaliada em US$ 142,8.

Boi Gordo

Com o consumo doméstico aquecido, o mercado físico do boi gordo em São Paulo se mostra mais consistente nesta segunda semana de nov/21, o que está contribuindo para uma valorização do animal, flertando já com os R$ 280,00/@.

Ao que tudo indica, mesmo que a China ainda não dê o “sinal verde” para retomada das negociações, a sazonalidade positiva para consumo da proteína bovina no mercado interno deve influir em melhora no escoamento. Na B3, o contrato futuro de boi gordo com vencimento para nov/21 encerrou em alta e fechou o dia cotado à R$ 289,40/@, valorizando 1,72% no comparativo diário.

Com uma média de 5,26 mil toneladas embarcadas diariamente, nov/21 iniciou com as exportações de carne bovina in natura avançando 28,14% sobre a média diária de out/21. Ainda assim, durante a última semana, um volume de 15,79 mil toneladas de proteína bovina foi embarcado pelo Brasil, 37,21% a menos que no mesmo período de 2020, demonstrando as consequências da ausência chinesa.

Soja

Enquanto o mercado aguarda o relatório mensal de oferta e demanda do USDA, a soja recua novamente em Chicago com o clima na América do Sul e demanda fraca, acentuando o movimento de queda no mercado doméstico brasileiro. Em Paranaguá/PR, a oleaginosa é negociada na casa dos R$ 160,00/sc.

As exportações de soja iniciaram nov/21 em movimento acelerado, na 1ª semana do mês 859,11 mil toneladas saíram do país, volume 3 vezes maior do que o mesmo período no ano passado. Com isso, a média diária de embarque ficou em 286,37 mil t/dia, ritmo superior em 73,79% ante a média de out/21.

Fonte: Agrifatto

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