A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, reforçou em sua conta no Twitter, que os casos suspeitos não têm relação com consumo de carne bovina.
SÃO PAULO (Reuters) – O Ministério da Agricultura afirmou nesta quinta-feira que dois casos de doenças neurodegenerativas em humanos investigados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) não têm relação com consumo de carne bovina ou subprodutos contaminados com Encefalite Espongiforme Bovina (EEB), conhecida como doença da “vaca louca”.
Segundo comunicado da pasta, as suspeitas são da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), cuja maior incidência ocorre de forma esporádica e tem causa e fonte infecciosas desconhecidas.
“Desde que a vigilância da DCJ foi instituída no Brasil, nenhum caso da forma vDCJ foi confirmado”, disse.
A vDCJ é uma variante da DCJ associada ao consumo de carne bovina, disse a pasta citando informações disponíveis no site do Ministério da Saúde. Logo após a divulgação da nota, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, reforçou a informação em sua conta no Twitter.
“Informação importante sobre os casos de doenças neurodegenerativas investigados pela Fiocruz. Tratam-se de suspeitas da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). Os casos suspeitos não têm relação com consumo de carne bovina”, afirmou ela.
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Ainda de acordo com o comunicado do ministério, entre os anos de 2005 e 2014, já foram notificados no Brasil 603 casos suspeitos de DCJ. Mais cedo, o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas confirmou, em nota separada, que recebeu dois pacientes “com suspeita de EEB”.
Procuradas, as associações que representam os frigoríficos Abiec e Abrafrigo disseram que não iam se manifestar, e a Abiec acrescentou que replicaria o comunicado do Ministério da Agricultura.
Fonte: Reuters