Além da carne de frango, outros produtos de origem animal, como carne bovina, ficaram de fora da lista de produtos autorizados pela União Europeia.
O governo brasileiro trabalha, em um primeiro momento, para o Brasil seguir exportando pelo menos carne de aves para a Europa, após a União Europeia ter excluído proteínas de origem animal brasileiras dos produtos autorizados a entrar no bloco a partir de 3 de setembro.
“Trabalhamos em um primeiro momento para que os efeitos não possam chegar às cadeias cujo ciclo é menor, e portanto tem todas as condições para que já no início de setembro esteja habilitado para seguir fornecendo o nosso produto…”, disse o ministro da Agricultura, André de Paula, durante evento do setor de aves em São Paulo.
Além da carne de frango, outros produtos de origem animal, como carne bovina, ficaram de fora da lista de produtos autorizados pela União Europeia, devido a regras sobre o uso de antimicrobianos, que não são permitidos pela UE.
No caso dos bovinos, o ciclo de criação é mais longo que o de frango, que é de pouco menos de dois meses.
Paula afirmou ainda que o governo brasileiro trabalha para listar todos os produtos, classificando a proibição como “inaceitável”.
“Estar na lista significa o reconhecimento de que o nosso sistema é eficiente… fornecemos para eles há décadas e para muitos mercados tão ou mais exigentes que o mercado europeu”, afirmou a jornalistas.
O Brasil é o maior exportador global de carnes de frango e bovina.
O ministro disse também que há processos para a abertura de novos mercados, como a carne bovina para a Coreia do Sul.
Ele afirmou estar confiante de que o país asiático abrirá seu mercado ao Brasil, após recente encontro do presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília.
O governo brasileiro também quer ampliar vendas de carne suína para a Coreia do Sul, que hoje compra apenas o produto com origem em Santa Catarina. “Estamos trabalhando para ampliar para o Rio Grande do Sul.”
Fonte: Reuters
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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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