Mortes em confinamento, pecuarista emite nota

Mortes em confinamento, pecuarista emite nota

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Foto: Divulgação

Noticiado ontem que mais de 1.000 cabeças de gado haviam morrido em confinamento no MS.

No final da última semana, um confinamento no Mato Grosso do Sul teve um prejuízo de mais de R$ 2 milhões com o falecimento de 1.100 animais que estavam confinados na fazenda, localizada no município de Ribas do Rio Pardo, a 120 km da capital Campo Grande. Os animais estão sendo enterrados na própria fazenda e não há registro da doença nas propriedades vizinhas.

Abre aspas

Nota de esclarecimento

Confinamento de bovinos, na Fazenda Monica Cristina, em Ribas do Rio Pardo, de 02 a 05 de agosto teve ocorrências de mortes, mais de 1.000 bois confinados.

No momento, as mortes estabilizadas, contagem final ainda sendo apurada.

Propriedade organizada, com 42 anos na atividade pecuária, é uma de cinco fazendas, assistidas por três médicos veterinários, responsáveis pela nutrição e reprodução de todo rebanho.

De imediato foram requisitados, professores da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, na área de clínica e patologia, comparecendo ao local, em diversas visitas, examinando todo rebanho, coletando material para pesquisa em laboratório, que possa identificar a causa da mortalidade.

IAGRO foi notificado diretamente na pessoa do Presidente Dr. Luciano Chiochetta e na Delegacia Federal da Agricultura, o superintendente Celso Martins.

Todas as providencias pertinentes foram tomadas, em irrestrita obediência aqueles órgãos, enterrando os animais, em valas de 4 metros de profundidade, em verdadeira operação de guerra, trabalho completado no último sábado, 05 de agosto de 2017.

Todos os animais da propriedade, e especialmente aqueles do confinamento já tinham sido vacinados individualmente no tronco de contenção, em obediência ao que determina o Ministério da Agricultura.

As operações de confinamento da Marca 7 Pecuária repetem-se já por 11 anos,, com muita eficiência e respeito a sanidade e ao meio ambiente.

A fazenda produz 80% dos animais na categoria novilho precoce, colaborando para produzir no Mato Grosso do Sul, a melhor carne do Brasil.

É caso isolado, não há o que preocupar-se em termos de doenças desconhecidas ou qualquer epidemia.

Suspeitas clinicas são de botulismo, entretanto é prematuro antecipar-se aos laudos de laboratórios e diagnósticos técnicos convocados.

O produtor não pretende manifestar-se antes dos diagnósticos técnicos, ao mesmo tempo em que agradece as manifestações de apoio de amigos e colaboradores que tão bem conhecem a sua idoneidade e dedicação ao agronegócio.

Pérsio Ailton Tosi”

Iagro faz exames para confirmar se botulismo provocou morte de mil bois

A Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) deu encaminhamento aos exames que apontarão a causa da morte de 1,1 mil cabeças de gado em uma fazenda de Ribas do Rio Pardo, a 120 quilômetros de Campo Grande. O órgão só vai se posicionar sobre o caso por meio de nota técnica que deve ser publicada ao longo do dia.

A Iagro não informou quais indícios levaram o órgão a suspeitar da bactéria que causa a doença. Segundo informações do site Rural News MS, amostras de água e ração oferecidas aos animais foram enviadas para o laboratório estadual.

Caso o resultado seja positivo, elas serão analisadas novamente em São Paulo. Isso quer dizer que só vai ser possível confirmar a presença da doença na próxima semana.

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