MS tem quebra de 48,9% na safrinha, aponta Famasul

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Foto: Divulgação

Segundo os dados divulgados, a Famasul consolida safrinha de milho do MS com queda de 48,9% na produtividade e produção de 6,5 milhões de toneladas.

A Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul) divulgou seu Boletim Semanal da Casa Rural fazendo o balanço final da segunda safra de milho do estado, consolidando números de cultivo, produtividade, produção e comercialização.

Os levantamentos realizados a campo, corroborados com o mapeamento do uso e ocupação do solo através de técnicas de sensoriamento remoto, permitiram identificar aumento de área plantada em aproximadamente 20,3% em relação à safra 2019/2020.

Ao longo da 2ª safra de milho 2020/2021, entre os meses de março a setembro, a equipe de campo do Projeto de Sistemas de Informações Geográficas do Agronegócio de MS – (SIGA-MS) da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul – APROSOJAMS coletou amostras em campo e realizou entrevistas junto a produtores, Sindicatos Rurais e empresas de Assistências Técnica.

Quanto a produtividade, resultou em um saldo negativo, 48,9% menor que a safra passada, devido a várias intempéries no desenvolvimento fenológico da cultura, muitos produtores perderam área inteiras do cultivo, onde impactou diretamente a produção, sendo inferior 38,5% ao ciclo passado.

Conforme os levantamentos do projeto para a safra de inverno 2020/2021, a área de milho atingiu 2,280 milhões de hectares, a produção 6,528 milhões de toneladas e produtividade 47,71 sc/ha. Entre a safra 2013/2014 e a safra 2020/2021 a produção reduziu 21,38%, a área plantada aumentou 41,18% e a produtividade reduziu em 50,38%, conforme pode ser visualizado no Gráfico 1.

A produtividade média ponderada para Mato Grosso do Sul manteve-se baixa devido aos eventos climáticos que afetaram todos os municípios e principalmente os principais municípios produtores, como Maracaju, Sidrolândia, Ponta Porã, Dourados e Rio Brilhante, onde apresentaram médias entre 36,2 e 58,9 sc/ha, sendo médias extremamente baixas para a cultura do milho, esses municípios, quando somados possuem o peso de 41% na média estadual.

Os principais problemas foram as estiagens prolongadas e geadas no período de desenvolvimento da safra. Entretanto, também houve municípios que influenciaram positivamente a média do estado, como os municípios de Alcinópolis, Chapadão do Sul, Costa Rica, Sonora, São Gabriel do Oeste e Rio Negro onde obtiveram as produtividades mais altas, acima de 64,4 sc/ha. Ao todo, 23 dos 69 municípios apresentaram produtividade média acima da estadual.

Levantamento da Famasul

Além das visitas técnicas às propriedades, os dados foram obtidos através de entrevistas com os produtores rurais que receberam as equipes de campo e forneceram dados e informações in loco, contatos com as empresas de assistência técnica do estado, representantes sindicais e de empresas privadas dos principais municípios produtores.

Nas pesquisas foram levantados dados de produtividade, estádio de desenvolvimento da cultura, influência climática, data de plantio, colheita, e outras informações que viessem a agregar qualidade ao banco de dados do SIGA-MS, oportunizando estudos e identificando fatores para o bom desenvolvimento da cultura no estado.

Esses dados podem ser utilizados como fonte de informação a produtores, acadêmicos, pesquisadores, técnicos e interessados na cultura da milho.

O Projeto SIGA-MS se aperfeiçoa e se consolida a cada safra como fonte de dados e informações consistentes, servindo de base para estudos realizados por instituições diversas, confirmando a qualidade do projeto, respaldando a sua continuidade a cada ano. APROSOJA/MS e o Sistema Famasul agradecem a todos que colaboram e compartilham informações, cujo valor é fundamental para o desenvolvimento da Agricultura e do Mato Grosso do Sul.

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