Novo marco da cannabis medicinal no Brasil abre mercado estratégico e exige capacitação de farmacêuticos

Tekoá Escola lança, em 23 de setembro, formação on-line que percorre toda a cadeia da cannabis medicinal, da pesquisa e produção ao cuidado farmacêutico e acompanhamento dos pacientes

A entrada em vigor do novo marco regulatório dos produtos de cannabis no Brasil abre novas possibilidades de atuação para farmacêuticos, mas também amplia a responsabilidade dos profissionais que participam da pesquisa, produção, controle de qualidade, dispensação e orientação aos pacientes.

Para responder a esse novo cenário, a Tekoá Escola de Capacitação e Aperfeiçoamento lança, em 23 de setembro de 2026, o curso on-line Cannabis Medicinal para Farmacêuticos. As inscrições já estão abertas.

A formação é voltada a farmacêuticos graduados e inscritos no Conselho Regional de Farmácia, além de estudantes de Farmácia interessados em conhecer as possibilidades profissionais existentes ao longo de toda a cadeia da cannabis medicinal.

O conteúdo percorre áreas que vão da farmacobotânica, genética e produção da matéria-prima ao desenvolvimento farmacêutico, controle de qualidade, regulação sanitária, farmacovigilância, assistência farmacêutica e acompanhamento do paciente.

“A cannabis medicinal está formando uma cadeia multidisciplinar. Não basta conhecer apenas uma etapa. O profissional precisa entender de onde vem a matéria-prima, como a qualidade é construída, quais são os riscos, como funciona a rastreabilidade e de que maneira o produto chega ao paciente com segurança”, afirma a farmacêutica e professora Renata Monteiro, responsável pela formação.

Farmacêutico assume posição estratégica

Entre a prescrição e o uso diário do produto, o farmacêutico ocupa uma posição decisiva para esclarecer dúvidas, identificar possíveis interações medicamentosas, reconhecer eventos adversos e orientar pacientes e familiares sobre administração, conservação, segurança e adesão ao tratamento.

Essa atuação exige conhecimento técnico para diferenciar produtos regularizados de ofertas irregulares, compreender as exigências relacionadas aos receituários controlados e evitar que expectativas terapêuticas sejam tratadas como garantias de resultado.

Além do atendimento direto ao paciente, o mercado demanda farmacêuticos para atividades relacionadas a Pesquisa e Desenvolvimento, produção, controle e garantia da qualidade, validação, assuntos regulatórios, responsabilidade técnica, farmacovigilância, pesquisa clínica, Medical Affairs, inteligência de mercado, logística e inovação.

“Não estamos falando apenas de um novo produto. Estamos diante da formação de um ecossistema profissional que exige diferentes competências. Surgem oportunidades para farmacêuticos, pesquisadores e profissionais das áreas de qualidade, produção, regulação, logística, inovação, comunicação científica e gestão”, destaca Renata.

Novas regras aumentam a demanda por conhecimento

Publicada em fevereiro, a RDC nº 1.015/2026, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, atualizou o marco regulatório para fabricação e importação de produtos de cannabis para uso medicinal humano. A norma, que substituiu a RDC nº 327/2019, entrou em vigor em 4 de maio de 2026.

Entre as mudanças estão a ampliação das formas de administração autorizadas e a revisão das condições relacionadas a produtos com concentração de THC acima de 0,2%. O novo cenário também reforça exigências relacionadas à autorização sanitária, controle de qualidade, rastreabilidade, rotulagem, dispensação e acompanhamento dos produtos.

A complexidade das alterações levou a própria Anvisa a publicar um documento de perguntas e respostas para orientar empresas e profissionais sobre a aplicação do novo marco.

“Normas sanitárias não são apenas documentos jurídicos. Elas precisam ser compreendidas e transformadas em procedimentos, registros, controles, treinamento de equipes e cultura de qualidade. Sem profissionais preparados, uma organização pode ter uma boa proposta, mas não consegue sustentar uma operação segura e responsável”, ressalta Renata.

O momento também coincide com o avanço do Sistema Nacional de Controle de Receituários, o SNCR, criado para ampliar a rastreabilidade e a segurança das receitas de medicamentos e substâncias sujeitos a controle especial. Com a implantação das novas funcionalidades, farmácias e drogarias terão participação ativa na validação, no registro e na baixa das receitas eletrônicas.

Formação percorre toda a cadeia

O conteúdo do curso Cannabis Medicinal para Farmacêuticos está distribuído em seis grandes trilhas:

• fundamentos científicos, ancestralidade e desenvolvimento profissional;
• ciências farmacêuticas, produção, qualidade e rastreabilidade;
• gestão da qualidade, compliance e regulação sanitária;
• ciências clínicas e terapia canabinoide baseada em evidências;
• indústria farmacêutica e desenvolvimento de mercado;
• inovação, liderança e aplicação integrada do Método Tekoá.

A programação inclui sistema endocanabinoide, farmacocinética, farmacodinâmica, formas de administração, interações medicamentosas, eventos adversos, farmacovigilância e cuidado centrado no paciente.

Também serão estudados temas como farmacobotânica, genética, produção vegetal, boas práticas agrícolas, fitoquímica, extração, controle de contaminantes, farmacotécnica, tecnologias de liberação, estabilidade, auditorias, documentação técnica, responsabilidade sanitária, pesquisa clínica, comunicação científica, transformação digital e inteligência artificial.

A metodologia integra ciência, inovação, qualidade, conformidade regulatória e aplicação prática. Além das aulas on-line, os alunos terão acesso a encontros técnicos ao vivo para esclarecimento de dúvidas e aprofundamento dos conteúdos, além de mentorias individuais.

A carga horária das formações lançadas pela Tekoá varia entre 20 e 30 horas, e o investimento fica entre R$ 1 mil e R$ 1,8 mil, conforme o curso escolhido, com possibilidade de pagamento em até 12 vezes. A certificação será concedida de acordo com os critérios de conclusão e avaliação de cada formação.

Quatro formações serão lançadas em setembro

Além do curso voltado aos farmacêuticos, a Tekoá Escola lançará outras três capacitações independentes:

• Implementação da Cannabis Medicinal na Farmácia Magistral;
• Cannabis Medicinal na Indústria Farmacêutica;
• Cannabis Medicinal nas Associações de Pacientes.

As formações atendem profissionais e organizações que precisam se preparar para atuar dentro dos padrões técnicos, científicos, éticos e regulatórios relacionados à cannabis medicinal.

Sobre Renata Monteiro

Renata Monteiro é farmacêutica e atua na capacitação profissional relacionada à cannabis medicinal, com foco em ciências farmacêuticas, qualidade, conformidade regulatória, assistência farmacêutica e desenvolvimento de mercado.

À frente da Tekoá Escola, desenvolve formações destinadas à preparação de profissionais e organizações para uma atuação técnica, segura, responsável e baseada em evidências.

Sobre a Tekoá Escola

A Tekoá Escola de Capacitação e Aperfeiçoamento promove formação profissional nas áreas de cannabis medicinal, ciências farmacêuticas, terapias integrativas e inovação em saúde. Sua metodologia aproxima conhecimento científico, aplicação prática, responsabilidade sanitária e desenvolvimento profissional.

O nome “Tekoá”, de origem tupi-guarani, pode ser compreendido como “lugar de viver e aprender” e traduz a proposta da escola de integrar conhecimento técnico, saber coletivo e cuidado.

Serviço

Curso: Cannabis Medicinal para Farmacêuticos
Realização: Tekoá Escola de Capacitação e Aperfeiçoamento
Professora: Renata Monteiro
Lançamento e início das aulas: 23 de setembro de 2026
Formato: on-line
Público: farmacêuticos graduados, inscritos no Conselho Regional de Farmácia, e estudantes de Farmácia
Carga horária: entre 20 e 30 horas, conforme a formação
Investimento: entre R$ 1 mil e R$ 1,8 mil, conforme o curso
Pagamento: em até 12 vezes
Inscrições: https://tekoaescoladecapacitacaoeaperfeicoamento.curseduca.pro/m/courses
Instagram: @tekoaescola
Informações: WhatsApp (11) 91298-0606

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