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O que esperar para safra de soja de 2024? Veja estatísticas

As informações fornecidas pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) destacam os desafios enfrentados pela indústria devido a fatores climáticos e as expectativas para a safra de 2024; confira

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) recentemente divulgou suas estatísticas mensais sobre o complexo cenário da soja no Brasil, oferecendo uma visão detalhada das tendências atuais e das projeções para o futuro próximo. As informações fornecidas destacam os desafios enfrentados pela indústria devido a fatores climáticos e as expectativas para a safra de 2024.

Desempenho da safra atual e projeções para 2024

De acordo com os dados apresentados pela ABIOVE, a produção de soja para o ciclo até dezembro de 2023 sofreu ajustes significativos, principalmente devido aos impactos climáticos adversos. As projeções iniciais foram revisadas para baixo, estimando-se uma quantidade de 156,1 milhões de toneladas, em comparação com as expectativas anteriores de 160,3 milhões de toneladas. Essa revisão reflete uma redução na produtividade, com uma média de 3.455 kg/ha na safra atual, em comparação com os 3.575 kg/ha da safra anterior.

Segundo a projeção do IBGE lançada hoje, 08, a produção brasileira de soja em grão deve atingir 150,4 milhões de toneladas em 2024, refletindo uma diminuição de 1,0% em comparação ao ano anterior. Este volume representa quase metade do total de cereais, leguminosas e oleaginosas produzidos no país durante o mesmo período. Os efeitos adversos do fenômeno climático El Niño contribuíram para essa redução, com excesso de chuvas no Sul do país e a falta de chuvas regulares combinadas com temperaturas elevadas no Centro-Norte, limitando o potencial produtivo da soja em muitas unidades da federação. Esses desafios resultaram em uma queda de 2,7% na produção em relação às projeções anteriores, além de atrasar o desenvolvimento da cultura no campo, o que também impacta na redução da “janela de plantio” da segunda safra de milho.

Exportações e perspectivas econômicas

As projeções para os coprodutos da soja, como farelo e óleo, permanecem consistentes, com 41,7 milhões de toneladas e 10,9 milhões de toneladas, respectivamente. As exportações do complexo soja foram reavaliadas, com ajustes nas quantidades de soja em grão, farelo de soja e óleo de soja, refletindo uma expectativa de geração de US$ 56,6 bilhões em divisas para o país neste ano.

Em contraste, os números do ano de 2023 revelam um cenário mais otimista, com a produção de soja em grão atingindo 158,7 milhões de toneladas e o processamento alcançando 53,7 milhões de toneladas. Quanto aos coprodutos, o farelo totalizou 41,1 milhões de toneladas e o óleo 10,8 milhões de toneladas. As exportações foram significativas, com números expressivos de soja em grão, farelo de soja e óleo de soja, resultando em uma expectativa de receita de US$ 67,3 bilhões.

Desafios e oportunidades futuras

Os dados fornecidos pela ABIOVE destacam os desafios enfrentados pela indústria brasileira de soja, especialmente no que diz respeito aos impactos das condições climáticas variáveis. No entanto, também evidenciam as oportunidades significativas presentes no mercado global, especialmente no contexto da crescente demanda por produtos derivados de soja, como farelo e óleo, para uso tanto na alimentação animal quanto na produção de biocombustíveis.

Para enfrentar esses desafios e capitalizar essas oportunidades, é essencial que os produtores e a indústria em geral adotem práticas agrícolas sustentáveis, invistam em tecnologias inovadoras e fortaleçam as parcerias comerciais internacionais. Além disso, políticas governamentais que promovam a estabilidade econômica e a previsibilidade regulatória também desempenharão um papel crucial no apoio ao crescimento contínuo do setor de soja no Brasil.

Embora o cenário atual apresente seus desafios, as projeções para a safra de 2024 e além indicam que a indústria brasileira do grão continua sendo um importante motor de crescimento econômico e desenvolvimento sustentável para o país.

Escrito por Compre Rural.

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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Juliana Freire sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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