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Onda de calor e seca na Argentina ameaça produção de soja no país

O ressecamento generalizado tem sido notável, e o órgão alerta para a fase crítica da soja, que está começando a enfrentar riscos de déficit hídrico; confira

A Argentina está passando por um período de intenso calor e seca, especialmente nas regiões agrícolas, gerando preocupações, principalmente, para a produção de soja. O Escritório de Risco Agropecuário, vinculado ao Ministério da Economia argentino, divulgou um alerta esta semana, indicando que a escassez de chuva está generalizada, com poucas áreas registrando mais de dez milímetros nos últimos dias.

O relatório, referente ao período de 21 a 28 de janeiro, destaca o aumento das áreas afetadas pela seca, com temperaturas ultrapassando os 40 graus em algumas regiões do país. O ressecamento generalizado tem sido notável, e o órgão alerta para a fase crítica da soja, que está começando a enfrentar riscos de déficit hídrico.

Comparando com a semana anterior, destaca-se um forte ressecamento generalizado. Dado que o período crítico de rendimento de milho já foi superado na maior parte da área destinada à cultura, começa o acompanhamento do estado hídrico para a soja, que começa a passar por sua etapa mais suscetível a déficit hídrico“, destaca o informe.

O Escritório de Risco Agropecuário ressalta que as lavouras de soja plantadas mais cedo, conhecidas como “soja de primeira“, podem ser mais prejudicadas, enquanto a “soja de segunda“, plantada mais tarde, pode sofrer menos devido ao menor consumo de água.

As previsões do Serviço Meteorológico Nacional indicam chuvas abaixo da média e temperaturas acima do normal nas áreas agrícolas da Argentina. A espera por chuvas aumenta à medida que as reservas de água diminuem.

Este alerta ocorre em meio às expectativas de uma safra robusta na Argentina, impulsionada pelo fenômeno climático El Niño. Após perdas significativas na safra 2022/23, as previsões apontam para uma colheita superior a 50 milhões de toneladas, influenciando os preços do grão nas últimas semanas.

Na última quinta-feira (25/1), a Bolsa de Cereais de Buenos Aires atualizou sua projeção de colheita de soja para 52,5 milhões de toneladas na safra 2023/24. No entanto, o relatório também aponta uma piora nas condições de cultivo em relação à semana anterior, com uma redução nas áreas em condições boas a excelentes.

A Datagro no Brasil também projeta uma safra cheia na Argentina, estimando a colheita em 51 milhões de toneladas na temporada 2023/24. O mercado permanece cauteloso, já que a situação ainda precisa ser monitorada, e a definição da safra argentina se estende até fevereiro e março.

Escrito por Compre Rural.

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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Juliana Freire sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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