Para CNA, transição energética mundial não será feita sem o agro brasileiro

Em seminário sobre combustíveis sustentáveis, entidade afirma que o Brasil terá papel decisivo na produção de energia renovável para os setores aéreo e marítimo.

O vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Marcelo Bertoni, afirmou, na quarta (8), que a transição energética mundial não será feita sem o agro brasileiro e que o setor não quer apenas participar dessa transformação, mas ser o protagonista.

O discurso do vice-presidente da CNA foi feito na abertura da 4ª edição do “Agroenergia – Transição Energética Sustentável”, seminário promovido pela Confederação em parceria com a Embrapa Agroenergia. Neste ano, o tema central do evento foi o Combustível Sustentável de Aviação (SAF) e o Biobunker (combustível marítimo sustentável).

Equilíbrio intestinal é essencial no desempenho produtivo na avicultura

O seminário “Agroenergia – Transição Energética Sustentável” reuniu presidentes de Federações estaduais de agricultura e pecuária, diretores do Sistema CNA/Senar, produtores rurais, representantes de entidades, do setor público e da iniciativa privada para debater o potencial do agro na produção de SAF e o Biobunker e sua contribuição para a transição energética. 

Em seu discurso, Bertoni destacou que a aviação e a navegação estão entre os setores que mais precisam avançar na agenda de descarbonização e o Brasil surge como alternativa nesse processo. “Nós temos biomassa, matéria-prima, tecnologia, pesquisa e produtores rurais preparados para fazer parte dessa transformação”.

Marcelo Bertoni

Segundo o vice-presidente da CNA, o produtor brasileiro já mostrou ao mundo que é capaz de produzir alimento com eficiência e sustentabilidade. “Além de produzir alimentos e fibras, o agro brasileiro pode ser um dos grandes fornecedores de energia de carbono renovável para o mundo”.

Entretanto, disse Bertoni, as oportunidades só vão se transformar em investimentos e renda se houver segurança jurídica, regras claras, certificação adequada e mercado. “O produtor rural precisa estar no centro deste debate e participar dos resultados econômicos dessa nova economia de baixo carbono”.

Durante sua fala, o vice-presidente ressaltou que, para a CNA, o Brasil não deve ser apenas fornecedor de matéria-prima, mas também desenvolvedor de tecnologia, produtor de biocombustíveis e gerador de emprego e renda no país.

“O agro brasileiro não quer apenas participar da transição energética, quer ser o protagonista. A nossa missão é transformar a sustentabilidade em competitividade e, principalmente, em renda para quem produz”, concluiu.

Estratégicos

O diretor de Negócios e Inovação da Embrapa, Alexandre Alonso, também participou da abertura do evento. Ele destacou que o SAF e o Biobunker não são apenas novos mercados, mas instrumentos estratégicos para agregar valor à biomassa brasileira, gerar renda no campo, interiorizar o desenvolvimento e posicionar o país na vanguarda das cadeias globais de baixo carbono.

Alexandre Alonso

Para Alexandre Alonso, a aviação e o transporte marítimo são setores globais intensivos de energia que precisam de soluções sustentáveis em larga escala para cumprir os compromissos de descarbonização, atender exigências regulatórias e responder a pressões de mercados internacionais.

“O agro brasileiro já é parte essencial da segurança alimentar e energética do país e, agora, pode ser também protagonista da descarbonização da aviação e do transporte marítimo, agregando valor à produção nacional e fortalecendo uma nova agenda de desenvolvimento sustentável no país”.

Demanda

Em seguida, o diretor-superintendente da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), Donizete Tokarski, afirmou que não existe transição energética sem o agro e que o Brasil deve se tornar líder mundial na produção de biocombustíveis nos próximos anos.

Donizete Tokarski

Durante seu discurso, Donizete disse que atualmente existe uma alta demanda interna e externa de Bunker (combustível marítimo) e que o Brasil tem condições de atender esse consumo. “Cada litro de biocombustível que nós produzimos temos uma agregação de valor significativa em toda a cadeia produtiva”

Ainda em sua fala, o diretor da Ubrabio ressaltou a necessidade de melhorar o ambiente de negócios, a qualidade técnica e as boas práticas de produção para tornar os biocombustíveis um patrimônio nacional.

Fonte: CNA

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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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