Pecuaristas vão construir frigorífico para 8.000 bois

PARTILHAR
Foto Divulgação

O verdadeiro projeto de expansão da cadeia pecuária, um exemplo para o mundo, terá um aporte de US$ 1,1 bilhão; Novo frigorífico quer abater cerca de 8.000 bovinos por dia, veja!

A pecuária mundial segue em um crescente movimento diante da demanda aquecida pela proteína. Neste cenário, uma consultora e pecuarista visionário da quinta geração de uma família renomada da pecuária dos EUA, irá construir a maior planta de carne bovina do país em Dakota do Sul. Confira abaixo as informações!

Segundo as informações divulgadas até o momento, a indústria frigorífica, além de ser a maior em termos de capacidade de abate, irá operar com capacidade de abate para cerca de 8.000 cabeças de gado por dia, após as obras serem concluídas.

O projeto de US$ 1,1 bilhão pode ajudar a resolver as preocupações do governo Biden sobre o aumento dos preços dos alimentos e a falta de concorrência no setor de carnes, embora não esteja em funcionamento até pelo menos 2026. 

O projeto é liderado por Kingsbury and Associates e Sirius Realty, ambos administrados por Megan Kingsbury, de uma família de fazendeiros de Dakota do Sul. Ela disse à Reuters que espera que a construção da planta comece em 2023 e leve três anos.

O governo Biden e o Congresso examinaram a indústria de carne bovina depois que os surtos de COVID-19 fecharam temporariamente os frigoríficos no início de 2020, deixando os pecuaristas sem nenhum lugar para entregar o gado e os consumidores enfrentando escassez de carne.

Quatro grandes empresas – Cargill, Tyson Foods Inc, JBS SA e National Beef Packing Co – abatem cerca de 85% de todo o gado nos EUA, segundo dados da indústria. O governo culpou a falta de concorrência no setor pelo aumento dos preços dos alimentos. As empresas de carne negam a acusação. 

O projeto de Kingsbury abateria cerca de 1.000 cabeças de gado a mais por dia do que o atual processador principal, uma fábrica da Tyson no sudeste de Dakota do Sul.

“Esse é o tipo de investimento que a indústria precisará nos próximos anos”, disse Derrell Peel, economista agrícola da Oklahoma State University.

Mas alguns analistas do setor disseram que a planta pode ter dificuldades para encontrar mão de obra, desenvolver relacionamentos na cadeia de suprimentos do zero e ser lucrativa em meio a ofertas de gado mais apertadas. Os pecuaristas reduziram o tamanho do rebanho dos EUA devido à seca histórica e à baixa lucratividade, deixando menos gado para os processadores abaterem.

Kingsbury disse estar confiante de que a nova planta superará a escassez de gado e problemas trabalhistas. A planta pretende empregar 2.500 pessoas e usar tecnologia avançada vista na Europa e na Ásia para processar carne bovina com menos mão de obra, disse ela.

A concentração pode causar uma desconexão no mercado quando unidades são obrigadas a fechar, o que pode elevar os custos da carne e derrubar os preços de venda de animais. Não houve grande expansão da capacidade de abate de carne bovina nos Estados Unidos desde a década de 1990, quando o pico atingiu 145 mil cabeças por dia, de acordo com Steve Kay, da Cattle Buyers Weekly.

Paralisação das operações, como o fechamento em 2013 de uma instalação da Cargill no Texas, reduziram a capacidade, que atualmente é de 131 mil cabeças por dia, disse. A abertura de unidades de abate pode ser custosa e complicada, envolvendo exigências regulatórias locais e federais.

Compre Rural com informações do BeefPoint

Todo o conteúdo áudio visual do CompreRural está protegido pela legislação brasileira sobre direito autoral, sua reprodução é permitida desde que citado a fonte e com aviso prévio através do e-mail jornalismo@comprerural.com