Pecuaristas não vão vender boi gordo barato, arroba vai subir!

Pecuaristas não vão vender boi gordo barato, arroba vai subir!

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Foto Divulgação

Frigoríficos recuam entre R$ 10 e R$ 15 os preços pagos pela arroba, mas pecuaristas estão dispostos a segurar oferta para não vender boi gordo barato!

Frigoríficos recuam entre R$ 10 e R$ 15 os preços pagos pela @ em GO mas pecuaristas se mostram dispostos a segurar oferta e evitar consolidação das quedas Continuidade das exportações e retomada do consumo interno com início de mês e festas de final do ano criam cenário favorável as altas

No estado de Goiás, as indústrias frigoríficas reduziram o valor ofertado pela a arroba em R$ 10,00 a R$ 15,00. Com as festas de final de ano se aproximando e as exportações aquecidas, os pecuaristas estão optando por segurar os negócios para evitar a consolidação das quedas dos preços do boi gordo.

Segundo o pecuarista da região de Goiânia, Renato Esperidião, a redução dos valores pagos é injustificável já que não tem um aumento de oferta de animais e nem uma queda no consumo.

“Na semana passada, alguns frigoríficos pagaram R$ 230,00/@ do boi. Só que nesta semana ofertaram preços ao redor de R$ 215,00/@, mas não estão conseguindo fechar negócios”, comenta.

Os pecuaristas estão acompanhando o mercado diariamente e não acreditam no alongamento das escalas de abate. “Essa é uma prática comum das indústrias, na qual ofertam preços menores para que os produtores entreguem os animais com medo dos preços recuarem”, afirma.

Com relação à oferta de animais, Esperidião destaca que a localidade está encerrando o ciclo de confinamento. “Nós vamos ter uma lacuna de boi de cocho com o de pasto, tendo em vista que as chuvas chegaram mais tarde e o animal a pasto só deve sair no final de janeiro e fevereiro em diante”, aponta.

Encerramento da quinta-feira, como ficou?

A redução de negócios no mercado físico está influenciando os contratos futuros para o boi gordo na Bolsa Brasileira (B3). Nesta quinta-feira (05), os vencimentos finalizaram próximo da estabilidade com leves altas.

O Dezembro/19 fechou estável e está cotado a R$ 200,60/@. No caso do Janeiro/20, alta  foi de 0,79% e está precificado a R$ 197,00/@ e o Fevereiro/20 terminou negociado a R$ 194,00/% e com uma valorização de 1,04%.

No aplicativo AgroBrazil, o valor negociado para a arroba do boi gordo em Arealva/SP foi de R$ 210,00/@, à vista e com data para o abate em 17 de dezembro. Na região de Adamantina/SP, ocorreu negócio para o boi gordo de R$ 205,00/@, à vista com data para o abate em 11 de dezembro.

No estado do Mato Grosso do Sul, os participantes do aplicativo informaram negócio para o boi gordo em Campo Grande de R$ 190,00/@, à prazo com trinta dias para pagar e com data para o abate em 18 de dezembro. Já na localidade de Camapuã/MS, ocorreu negócios para o boi gordo de R$ 208,00/@, à prazo com trinta dias para pagar e com data para o abate em 16 de dezembro.

Das 32 praças pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria, a cotação da arroba do boi gordo cedeu em 19 regiões. A queda foi de 3,9%. Os estados com as maiores desvalorizações foram Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Goiás, Rondônia e Tocantins.

“O mercado virou e tem buscado novos equilíbrios para a referência. Assim, a previsão é de que o fluxo de negócios melhore a partir da terça-feira da próxima semana”, informou a Scot.

Depois de formar escalas de abate até meados da próxima semana, a ponta compradora optou por sair dos negócios. “Há diversos casos de ausência de referência de preços diante do esvaziamento do mercado. As indicações de compra estão cedendo, visto que a maior parte das indústrias frigoríficas passaram a realizar aquisições pontuais, apenas para manter minimamente as operações de suas plantas para etapa final do ano”, destacou a Informa Economics FNP.

A consultoria Agrifatto apontou que o reflexo da diminuição das negociações já pode ser visto no indicador Esalq/B3, que recuou 1,34% na quarta-feira (04/dez), fechando em R$ 216,50/@ – baixa acumulada de 6,27% nos últimos 7 dias.

Em um levantamento realizado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), ressaltou que os patamares alcançados pela carne bovina podem ter desaquecido o consumo interno, que recorreu para proteínas mais baratas, como é o caso da carne de aves e suínos. 

Compre Rural com informações do Notícias Agrícolas

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