Piracanjuba acirra disputa no segmento de leite A2

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pecuária de leite
Foto Divulgação

O Piracanjuba A2, vendido em embalagem Tetra Pak, já está disponível em grandes praças, como São Paulo, mas a ideia é comercializar em todo o país ainda neste ano.

A Piracanjuba, marca da Laticínios Bela Vista, chegou ao segmento de leite A2 – que pode ser mais facilmente digerido pelo organismo humano. Isso ocorre pela ausência do peptídeo BCM-7 (betacasomorfina-7), explica Lisiane Campos, gerente de marketing da marca, em nota.

O leite A2 já é comercializado por outras marcas no Brasil. Os pioneiros nesse negócio por aqui foram os donos da Fazenda Agrindus, uma das cinco maiores propriedades leiteiras do país — a família Jank começou a vender a bebida com a marca Letti em 2018.

O Bela Vista anunciou que será o primeiro avender a bebida em caixinha, após processo UHT. A marca informa que os fornecedores têm rebanho selecionado geneticamente e seguem protocolos de certificação, garantindo origem e rastreabilidade. Ademais, o produto leva um selo da Integral Certificações, com auditorias feitas pelo Genesis Group, informa a Bela Vista.

O Piracanjuba A2, vendido em embalagem Tetra Pak, já está disponível em grandes praças, como São Paulo, mas a ideia é comercializar em todo o país ainda neste ano.

À época que a marca Letti, da Agrindus, chegou ao mercado, o Ministério da Agricultura havia dado sinal verde para a venda de leite proveniente de vacas com genética a2a2, que difere dos rebanhos tradicionais.

Em entrevista recente, Roberto Jank Jr., diretor da Agrindus e vice-presidente da Abraleite, explicou que as genéticas distintas dos animais — tanto a a2a2 quanto a a1a1 das vacas que produzem o leite convencional — nada tem de processos de transgenia. Segundo ele, são adaptações ao ambiente, mudanças naturais que ocorreram nos animais.

Ainda incipiente no Brasil, o nicho de negócios foi estimado em cerca de R$ 100 milhões. Mas com o reconhecimento da Anvisa das qualidades digestivas da bebida, em outubro do ano passado, o segmento deve atrair cada vez mais atores.

Uma prova disso é o movimento dos grandes laticínios. Antes da Piracanjuba, o laticínio Xandô, da Fazenda Colorado (a maior do Brasil na atividade), também anunciou a chegada ao segmento, em dezembro de 2021.

No mercado internacional, o leite A2 já é um mercado que movimenta alguns bilhões, e tem alto consumo nos Estados Unidos e China, segundo Jank.

A matéria-prima foi descoberta nos anos 1990 e lançada comercialmente na Nova Zelândia, um dos países líderes em produção de leite, em 2003. Depois da queda da patente do produto, em 2015, o leite A2 passou então a ganhar o mundo também pelas mãos de outros produtores.

Fonte: Valor Econômico

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