Preço da arroba deve disparar, veja o que esperar

Preço da arroba deve disparar, veja o que esperar

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Foto: Governo de Mato Grosso

Cenário é de otimismo no início de junho para preço da arroba; De acordo com a consultoria Safras, o plano de reabertura gradual de São Paulo – maior polo consumidor de carne bovina – animou o mercado.

Nesta última semana de maio, os preços da boiada gorda registraram altas em algumas das principais praças pecuárias do Brasil. Fatores como a baixa disponibilidade de animais terminados crescimento das exportações de carne bovina, sobretudo à China, trouxeram um cenário positivo para o mercado. Mas a próxima semana é esperada uma sustentação nos preços com uma possível alta nos preços. Entenda porque isso pode acontecer.

Na praça de São Paulo, o valor do boi gordo alcançou R$ 205/@, a prazo nesta sexta-feira, o que significou valorização semanal acumulada de R$ 5/@ frente ao preço registrado na sexta-feira anterior, 22 de maio.

Fechamento da Semana

Os participantes do aplicativo da Agrobrazil informaram um menor número de negócios durante a semana, motivo é a falta de boi pronto para abate. Já para o destino China, o valor de até R$ 15/@ a mais é encontrado nas negociações.

Destaque do dia para o município de São José do Rio Preto/SP, com preço de R$ 205/@ a prazo com oito dias e abate para o dia 04 de junho. Lembrando que são animais com Padrão China!

Segundo o app, a média para praça de São Paulo fechou a semana em R$ 201,88/@, com uma arroba variando de R$ 190 à R$ 205, lembrando que o Boi China segue com maior ágio. Já o Cepea teve um novo aumento e fechou em R$ 204,75/@.

Fechamento do mês de Maio

O mercado físico de boi gordo teve um maio atípico, de acordo com a consultoria Safras. Os preços subiram nas principais praças de comercialização, apesar do período de fim de safra, em um ambiente caracterizado por uma oferta discreta.

“Houve espaço para reajustes porque os pecuaristas retiveram fêmeas, em um ano marcado por uma produção um pouco mais baixa na comparação com anos anteriores”, diz o analista Fernando Henrique Iglesias.

Ao mesmo tempo, os importadores chineses permaneceram com grande apetite para a proteína animal brasileira, com o país asiático ainda enfrentando grande déficit no mercado doméstico com o rebanho suíno dizimado pela peste suína africana.

Já no mercado atacadista de carne bovina, o movimento foi o esperado, com queda dos preços do corte traseiro e reação do dianteiro, corte mais demandado com o aprofundamento da recessão econômica que alterou sensivelmente o padrão de consumo do brasileiro médio.

Veja o comparativo entre os preços da arroba do boi em 30 de abril e 29 de maio:

  • São Paulo: passou de R$ 192 para R$ 194
  • Goiânia (GO): passou de R$ 175 para R$ 185
  • Uberaba (MG): passou de R$ 183 para R$ 187
  • Dourados (MS): passou de R$ 174 para R$ 178
  • Cuiabá (MT): passou de R$ 174 para R$ 172

Com flexibilização das medidas restritivas, é esperado que haja algum reflexo positivo no consumo de carne bovina, embora esse aumento seja restrito.

Expectativa do consumo é o “pulo do gato” para alta da arroba

Apesar de mais um adiamento no período de quarentena em São Paulo, as medidas restritivas serão flexibilizadas em regiões do estado, com a retomada de parte das atividades consideradas não essenciais a partir da próxima semana.

No curtíssimo prazo, a expectativa incide sobre o reflexo no consumo de carne bovina, contudo, o quadro de crise econômica estabelece limites a esse avanço. 

Além da atuação da China, maior comprador mundial da carne brasileira, a abertura de novos mercados consumidores, como o mercado árabe, também tem sido relevante nas vendas externas. No início desta semana, relembra a FNP, a Tailândia comunicou que abriu seu mercado para carne bovina brasileira, habilitando cinco plantas espalhadas por cinco estados do País, indicando uma certa tendência da procura pela produção brasileira, não só concentrada no Centro-Sul, mas também em polos como Rondônia e Pará.

Boi, leite e insumos em tempos de COVID-19, segundo Scot Consultoria

O que esperar para os mercados do boi, leite e insumos nas primeiras semanas de junho em meio a pandemia e queda nas temperaturas?

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