Preço da arroba em ritmo de queda, mas é na B3

Preço da arroba em ritmo de queda, mas é na B3

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Foto Divulgação.

Instabilidade no mercado futuro, queda do dólar e incertezas no consumo interno fazem com que os contratos futuros tenham grande queda na B3.

Os vencimentos futuros para o boi gordo finalizaram a sessão desta quarta-feira (22) em campo misto na tabela na Bolsa Brasileira (B3). O contrato Julho/20 terminou o dia precificado a R$ 222,30/@ com um avanço de 0,14%, enquanto, o Agosto/20 registrou uma queda de 0,38% e está cotado a R$ 221,00/@.

O Setembro/20 encerrou o pregão negociado a R$ 219,80/@ com uma desvalorização de 0,16%. Já o contrato Outubro/20 teve uma ligeira perda de 0,05% e cotado a R$ 219,80/@.

Os contratos futuros seguem com preços abaixo dos observados no mercado físico e os valores do milho seguem estáveis, o que não estimula o pecuarista a confinar.

“A margem está apertada, mas estamos com uma cabeça construtiva em relação aos preços e mais restritiva com a disponibilidade de animais em agosto e setembro”, afirmou Douglas Coelho, Sócio da Radar Investimentos em entrevista ao Notícias Agrícolas.

No mercado físico, os negócios seguem com baixa liquidez o que pode estar relacionado com a entrada da segunda quinzena do mês. “Os frigoríficos que atendem o mercado interno estão cautelosos em negociar, enquanto, os que atuam na exportação continuam com compras ativas”, pontuou a Agrifatto em seu boletim diário.

No aplicativo da Agrobrazil, os participantes informaram negócios na região de Marabá Paulista/SP para o boi China de R$ 225,00/@, à prazo com sete dias para pagar e com data para o abate em 04 de agosto. Na cidade de Três Fronteiras/SP, ocorreu negócios para o boi comum de R$ 220,00/@, à vista e com data para abate em 29 de julho.

Já na localidade de Santa Rita do Pardo/MS, o boi comum foi comercializado a R$ 210,00/@, à prazo com 15 dias para pagar e com data para o abate em 27 de julho. No município de Salto do Céu/MT, o boi com destino ao mercado interno foi negociado a R$ 195,00/@, à prazo com 30 dias para pagar e com data para abater em 31 de julho.

A Radar Investimentos apontou que a média das programações de abate está ao redor de 2.8 dias úteis e os frigoríficos precisam completar as escalas até a próxima terça-feira. “Temos alguns relatos de clientes no Mato Grosso que as escalas também estão encurtando lá, mas não tão curtas como na praça paulista”, informou Coelho.

No atacado, o ambiente é marcado pelo baixo volume dos estoques e poucas vendas sendo realizadas. “O preço da carcaça casada bovina continua orbitando a faixa dos R$ 14,00/kg. No varejo, a procura do consumidor por carne bovina também desacelerou, como é esperado dado o período sazonal de menor consumo da proteína”, ressaltou a Agrifatto.

Fonte: Notícias Agrícolas

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