Preço do milho ronda estabilidade, diz Agrifatto

Preço do milho ronda estabilidade, diz Agrifatto

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milho espiga
Foto: Divulgação

Preço do milho chega a bater limite de alta pelo terceiro dia consecutivo, mas dólar se apresenta e puxa cotação do cereal para um queda de mais de 2,5% na B3.

Com o dólar chegando ao menor nível dos últimos meses, a pressão de alta que se formava sobre o preço do milho nos últimos dias cedeu. No mercado físico paulista, a alta que foi vista ontem deu lugar a estabilidade com o preço do cereal em São Paulo chegando aos R$ 73,50/sc. Na B3, o dia foi de volatilidade, com o contrato para março/21 chegando a encostar no limite de alta, mas fechando o dia com queda de 2,84%, cotado a R$ 73,86/sc.

Nos EUA, o relatório de oferta e demanda divulgado pelo USDA trouxe estoques finais da safra 20/21 com um número estável em relação ao último relatório, com pouco mais de 43,23 milhões de toneladas. Como o mercado esperava uma redução para algo em torno de 43,10 milhões de toneladas, o preço do cereal em Chicago recuou 0,59%, ficando cotado a US$ 4,21/bu.

Boi Gordo

A onda baixista persiste nas indicações da arroba em grande parte das praças pecuárias espalhadas por todo o Brasil. Alguns pecuaristas, que conseguiram vender seus últimos lotes de animais, já começam a se afastar das vendas neste período do ano. Do lado da indústria, as programações de abate seguem alongadas, porém algumas unidades ainda se encontram fora de operação, seja por férias coletivas ou manutenção da planta. As programações de abate encerraram a quinta-feira com 9,0 dias úteis na região paulista.

Na B3, o dia também foi morno. O dezembro/20, contrato mais negociado do dia, obteve apenas 626 negociações, encerrando em R$ 255,50/@, acumulando queda diária de 0,87%. O janeiro/20, fechou a quinta-feira com ajuste negativo de 0,24%, sendo cotado a R$ 251,40/@.

Soja

Com o dólar batendo a “porta” dos R$ 5,00, a soja brasileira voltou a se desvalorizar, atingindo o valor de referência nos R$ 150,00/sc. A pressão sofrida em Chicago também reverberou sobre a oleaginosa no Brasil.

Com uma queda de 7,93% ao fim da safra 20/21, o relatório do USDA sobre oferta e demanda demonstrou uma perspectiva de estoques finais nos EUA em 4,76 milhões de toneladas. Apesar da redução, o mercado aguardava uma queda de 13%, e, com isso, o preço da oleaginosa em Chicago recuou 0,41%, sendo negociada a US$ 11,59/bu. A preocupação com os estoques a níveis extremamente baixos ainda deixa uma forte pressão sobre o preço global da soja.

Fonte: Agrifatto

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