Preço pago ao produtor cai e a vaca vai pro brejo

Preço pago ao produtor cai e a vaca vai pro brejo

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produção de leite
Foto Destaque.

As águas chegaram, os pastos estão crescendo e a produção aumentando, mas a verdade é que a “vaca foi pro brejo”.

Já tinha abordado esse tema a algum tempo no artigo “Preço do leite vê queda se alongar até o fim do ano”, pois o cenário que era previsto não seria dos melhores. Infelizmente não temos políticas públicas para o setor. E agora chegou as chuvas, período conhecido por aumento de oferta de forragem, consequente aumento de produção e queda no preço pago ao produtor.

Pois bem, os rios estão enchendo e as pastagens crescendo, mas as contas do produtor estão indo pro brejo. Já estamos no segundo mês consecutivo de quedas no preço pago ao produtor.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, no pagamento realizado em outubro, que remunera a produção de setembro, o produtor recebeu, em média, R$1,203 por litro, sem o frete, considerando a média nacional ponderada dos dezoito estados pesquisados.

Algumas indústrias reduziram em até R$0,10 por litro o valor pago ao produtor neste pagamento.

O volume de captação está crescendo, o que era de se esperar, entretanto, podemos ter um prejuízo com isso, já que a ponta da cadeia não tem absorvido essa produção. Estamos com previsão de um aumento de 2,2% no índice de captação.

Em um levantamento realizado pela Scot, mais de 50% dos laticínios já falam em queda do preço pago ao produtor. E quando questionados sobre dezembro, parece que papai noel não vem esse ano, os preços por litro tem viés de baixa.

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No que diz respeito ao custo de produção, terror na pecuária leiteira, esse parece dar um trégua para o produtor. Mas até quando?

Segundo pesquisas de campo, tivemos uma redução de 1,7% em relação a setembro. Lembrando que setembro foi um mês de alta significativa nos custos de produção. Essa queda tem relação com a baixa do dólar frente ao real e os grãos apresentando melhores patamares nas negociações.

A grande questão que precisamos pensar é: “até quando teremos esse “fôlego”?”. Infelizmente o fim de ano está ai e com ele vem todas as taxas e impostos que temos que arcar.

Fique de olho, pois o atoleiro pode ser pior do que imaginamos.

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