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Estudos científicos apontam que vacas com gene A2A2 produzem leite capaz de evitar desconforto durante a digestão.

Realizada pela Lincoln University, Nova Zelândia, uma pesquisa científica mostrou que, ao contrário do que muitas pessoas acreditam, é possível beber leite sem sentir nenhum desconforto digestivo como náuseas, dor de estômago ou inchaço abdominal. Segundo o estudo, leite e produtos lácteos derivados de vacas com gene A2A2 estão livres da beta-caseína A1, responsável por esses sintomas. A pesquisa apontou que uma mutação genética ocorreu entre cinco e dez mil anos atrás e “inseriu” o gene A1A1 nas vacas europeias responsáveis pela maior parte da produção de leite no Brasil.

No Brasil, 53 milhões de pessoas dizem ter problemas de digestão com leite, mas 88,2% jamais recebeu um diagnóstico médico adequado.

“Comumente, esses sintomas podem ser confundidos com a intolerância à lactose, pois são bastante semelhantes. E dessa forma, os pacientes são levados ao não consumo de leite e derivados, ou até são medicados para esse tipo de patologia, quando na verdade, o que gera o desconforto é a proteína”, explica Andréa Esquivel, nutricionista clínica, consultora especializada em Nutrição & Qualidade de Vida, Alimentos Funcionais, Educação Nutricional e Gastronomia. Andréa explica que além da pesquisa na Nova Zelândia, na China, estudos mostram que o consumo do leite contendo a beta-caseína A1 pode promover inflamação intestinal e agravar os sintomas gastrointestinais agudos da intolerância ao leite.

Uma opção de produtos no Brasil

Os consumidores brasileiros já têm uma opção de leite e derivados provenientes de rebanho A2A2. A Letti é a primeira marca de leite fresco a produzir em escala a oferecer o leite, iogurtes, queijo, coalhada e creme de leite fresco proveniente de vacas desta genotipia.

País já tem rebanho capaz de produzir em escala leite que oferece melhor digestibilidade

O processo de seleção do gado começou a há cerca de dois anos, quando a Fazenda Agrindus e a Letti investiram cerca de R$ 1,5 milhão. Esse processo, permite fazer o cruzamento correto, ou mesmo a fertilização in vitro, para que o rebanho lactante seja, até 2021, 100% composto por vacas com o gene A2A2.

Atualmente, 85% das bezerras e 100% dos touros são A2A2 e para manter a certificação são investidos cerca de R$ 200 mil por ano. Hoje, 30% da produção de leite – o equivalente a 25 mil litros – são oriundos do rebanho A2 e, em no máximo três anos, serão 50 mil litros diários.

Os produtos Letti são comercializados pelo e-commerce maniadeleite.com.br para a cidade de São Paulo e em alguns varejistas no Estado. Em médio prazo, o objetivo é ampliar a abrangência para todo o país.

Sobre a Letti

A Letti foi lançada em 2007 pela segunda geração da família Jank, proprietária desde 1945 da Fazenda Agrindus, reconhecida como uma empresa de agropecuária familiar. Agora, o processo de renovação da marca caberá também à terceira geração da família. A marca produz leite tipo A, queijo frescal, creme de leite fresco pasteurizado, iogurtes e coalhadas, entre outros produtos.

Sobre a Agrindus

Dona do maior rebanho de vaca holandesa pura de origem registrado no Brasil, a Agrindus é uma das maiores referências em seleção genética do país. A fazenda tem hoje 1.700 vacas holandesas em fase de lactação, cuja produtividade é de 60 mil litros diários – o equivalente a 1,8 milhão ao mês ou 21,9 milhões ao ano, absolutamente naturais e muito acima da média nacional. O rebanho leiteiro vem sendo selecionado há 70 anos e as vacas são individualmente rastreadas, o que garante a origem e a qualidade dos produtos.

Sobre Andréa Esquivel – Nutricionista com 32 anos de experiência, formada pela Universidade de Mogi das Cruzes, pós-graduada em Marketing pela Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado. Especializada em Gastronomia e Gastrenterologia.

Proteínas do Leite: Beta-caseína A1 versus A2

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