O Banco Central cortou nesta quarta-feira (18) a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, a 5,50% ao ano, sendo a menor taxa histórica da Selic.
A redução dos juros foi incentivada por um cenário de inflação controlada, sendo que há espaço para um novo corte até o fim do ano. Com a redução, investimentos tradicionais no Brasil, como a poupança e o Tesouro Direto, passam a render menos, fazendo com que investidores tenham que diversificar seus negócios.
Para Antonio da Luz, economista da Farsul, a equipe econômica do atual governo tem conseguido tomar medidas econômicas corretas. Ele chegou a comparar a atual realidade brasileira com a Argentina, país que tem insistido em políticas monetárias que vão na contramão da tendência global de redução de juros. “Estamos deixando de ser rentistas e especuladores, para nos tornarmos investidores de atividades produtivas”, disse.
Porém, ele alerta que uma mudança de cenário no dia-a-dia do brasileiro ainda pode demorar alguns meses.
“A economia não muda do dia para a noite, uma decisão do Copom pode demorar de 8 a 9 meses para chegar ao consumidor final. Porém, com as atuais mudanças no modelo econômico brasileiro, esse período pode ser encurtado”, explicou.
Além disso, outros fatores acabam influenciando na disponibilidade de crédito e nos juros finais. A taxa de desemprego no país e a falta de planejamento financeiro familiar são algumas delas. No entanto, a abertura econômica e a chegada de novos concorrentes ao mercado de crédito, trará maiores possibilidades para uma melhora da economia.
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No caso do agronegócio, que até o momento depende de crédito rural cedido por poucos agentes financeiros, com a modernização a partir da MP do Agro, abre oportunidades de investimentos até em âmbito internacional.
“Os investidores terão que ir atrás das oportunidades e as taxas de juros praticadas no agronegócio atualmente são absurdas, então a modernização de investimentos no setor pode trazer recursos internacionais com juros melhores”.
Com informações do Notícias Agrícolas.