Rebanho sofre com perda de peso devido à estiagem no RS

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Foto: Divulgação

Consulta do Instituto Desenvolve Pecuária com seus associados também revela problemas com abastecimento de água natural para os animais.

Os pecuaristas têm sentido os efeitos da severa estiagem que domina o Rio Grande do Sul. Em consulta realizada junto a seus associados em diversas regiões do Estado, o Instituto Desenvolve Pecuária constatou que a falta de água e o calor acima do normal vêm afetando o pasto para os animais, o que também reflete na produção da pecuária de corte.

A diminuição da oferta e principalmente a qualidade nutricional do pasto faz com que os animais, especialmente os mais jovens, apresentam redução do ganho de peso projetado para o período e em alguns casos mais severos os animais já apresentam perda de peso.

Nesta época também ocorre a estação reprodutiva de muitas propriedades no Rio Grande do Sul, e com a redução do escore corporal das vacas o desempenho reprodutivo pode ser prejudicado, bem como o desenvolvimento dos terneiros que as vacas estão amamentando.

Com isso é necessário aumentar o manejo de desmame precoce com suplementação e em alguns casos antecipar a comercialização dos bezerros, pois as fêmeas não conseguem se manter e amamentar.

Algumas regiões relatam que os potreiros com a água de bebida para os animais estão restritos, tendo que adequar lotações e até mesmo, em algum caso, trocar os animais de piquetes, pois mananciais naturais hoje estão muito mais fracos.

“O quadro é geral, o que se observa é que, com exceção de algumas poucas localidades em alguns municípios que tiveram chuvas há 15 dias e recuperaram uma condição mínima de trabalho, o quadro apresenta um problema de falta de água para os animais, pois as aguadas naturais estão todas secas”, destaca o presidente da Comissão de Relacionamentos Institucionais e Comerciais do Instituto, João Gaspar de Almeida.

O dirigente cita também o prejuízo nas lavouras que, em muitos casos, são implementadas para também auxiliar no reforço à alimentação animal, em especial com o milho, que é a cultura que mais sofre com a seca no Rio Grande do Sul. Há relatos também de dificuldades no crescimento das pastagens de verão, o que compromete a alimentação do gado. “Nas pastagens cultivadas de verão o nascimento foi de 25% e as folhas já estão ressecadas. A situação é dramática”, observa Almeida.

Os produtores também abordaram a escassez de água para consumo humano em algumas localidades, pois em muitas propriedades rurais o fornecimento ocorre por meio de poços artesianos comunitários, esses que tem apresentado vazão de água cada vez menores.

Fonte: AgroEffective

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