Recorde: Ovelha produz mais de 35 kg de lã ao ser tosquiada

Recorde: Ovelha produz mais de 35 kg de lã ao ser tosquiada

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O animal estava abaixo do peso e com problemas para enxergar por excesso de lã no rosto, ele foi apelidado de Baarack por pessoas que o resgataram.

Uma ovelha selvagem e doente, encontrada em uma mata na Austrália, foi tosquiada pela primeira vez após cinco anos. O total rendeu mais de 35 quilos de lã – quase metade do peso de um canguru adulto.

A ovelha foi encontrada por uma pessoa que contatou o Santuário da Fazenda da Missão de Edgar perto de Lancefield, Victoria, cerca de 60 quilômetros ao norte de Melbourne, de acordo com Kyle Behrend, da Missão.

O animal, chamado de Baarack pelas equipes de resgate, foi encontrado perto da cidade de Lancefield, a cerca de 60 milhas de Melbourne, de acordo com Kyle Behrend, integrante do santuário de animais e fazenda Edgar’s Mission.

“Parece que Baarack já foi uma ovelha que teve dono”, disse Behrend. “Ele já havia sido etiquetado na orelha, no entanto, estas parecem ter sido arrancadas pela lã espessa e emaranhada em torno de seu rosto”, completou.

“As ovelhas precisam ser tosquiadas pelo menos uma vez por ano, caso contrário a lã continua a crescer”, ressaltou Behrend. Após a tosquia tão necessária, ele disse que o total de lã de Baarack pesou 35,4 quilos.

(Foto: Missão de Edgar / Folheto / Reuters)

“Embora seus cascos estivessem em ótimas condições, ele estava um pouco mal, abaixo do peso e, devido à lã em volta do rosto, mal elevar ver”, salienteou Behrend.

Baarack está agora acomodando-se com outras ovelhas resgatadas na fazenda. “Isso tudo vai mostrar que as ovelhas são animais incrivelmente resistentes e corajosos”, finalizou.

(Foto: Missão de Edgar / Folheto / Reuters)

Merino, Corriedale, Ideal ou Crioula – Você sabe a diferença entre essas lãs?

Esses são, na verdade, os nomes de cada uma das raças de ovelhas que produzem essas lãs e têm suas características peculiares. Basicamente o que diferencia cada uma é a espessura das fibras, o que se traduz em maior ou menor suavidade ao tato e impressão de maciez.

Todas essas lãs, independente da raça, podem ser utilizadas para produção de fios finos ou mais grossos, feltragem, tricô gigante e outros usos.

MERINO AUSTRALIANO

O Merino Espanhol é considerado um dos ovinos domésticos mais antigos de todos os conhecidos. A partir do século XVIII, foi o tronco de origem das numerosas raças Merinas desenvolvidas em diversos países, entre eles o Merino Australiano.

O diâmetro médio das fibras de sua lã varia de 16 a 26 micrômetros, o que corresponde na Norma Brasileira de Classificação da Lã Suja a finuras que vão desde a Merina até a Prima B. O comprimento de mecha oscila entre 8 e 10 cm.

Além da coloração branca e suavidade ao tato é também muito típico da raça o “caracter” da lã, que é evidenciado através de ondulações muito acentuadas e uniformes em todo o velo.

É a lã que possui maior suavidade ao tato, sendo recomendada para trabalhos delicados em fiação, feltragem e tricô gigante!

IDEAL / POLWARTH

O Ideal é originário da Austrália, onde é conhecido pelo nome original, Polwarth.

Após uma rigorosa seleção e testar vários cruzamentos, em 1880 um grupo de ovinocultores australianos chegou ao tipo desejado, utilizando o cruzamento entre as raças Merino e Lincoln, ambas puras de pedigree.

O diâmetro médio das fibras de lã dos ovinos desta raça varia de 23 a 26 micrômetros, o que de acordo com a Norma Brasileira de Classificação de Lã Suja corresponde às finuras Amerinada, Prima A e Prima B. É uma lã de grande suavidade ao tato, servindo para os mesmos usos da lã Merino.​

CORRIEDALE

O Corriedale originou-se na Nova Zelândia, onde eram comuns os cruzamentos alternativos entre ovinos Merino, Romney Marsh, Lincoln e Leicester, com a finalidade de produzirem animais com boa produção de lã de finura média, com comprimento de mecha desejável e de carcaças de bom peso e qualidade, sendo portanto, uma raça com dupla aptidão.

No Brasil, a grande maioria dos rebanhos Corriedale está no Rio Grande do Sul. Na Argentina e no Uruguay também encontram-se extensos rebanhos dessa raça.

O diâmetro médio das fibras de lã varia de 26,5 a 30,9 micrômetros, o que corresponde na Norma Brasileira de Classificação de Lã Suja as finuras Cruza 1 e Cruza 2.

CRIOULA

Os ovinos crioulos são considerados uma raça rara.  Sua origem vem dos rebanhos introduzidos pelos Jesuítas no Rio Grande do Sul, porém hoje existem criações em todo o Brasil.

São animais muito rústicos, que se adaptam a diferentes condições de clima, solo e vegetação.

Sua lã tem um toque que varia de áspero a moderadamente suave. A cor pode variar do branco ao preto incluindo diversos tons intermediários, como por exemplo, amarelo, cinza, marrom, ocre e grisalho.

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