Vaca Nelore é vendida por quase R$ 2 milhões

Vaca Nelore é vendida por quase R$ 2 milhões

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DIMA da DI GENIO, mãe do LANDAU / Foto: Divulgação

Jamaya da Di Genio é arrematada pelo incrível valor de R$ 1.950.000,00, evidenciando o trabalho de seleção do Nelore Di Genio.

Referência em melhoramento e seleção da raça, os animais do Nelore DI GENIO continuam batendo recorde de preços nos leilões por onde passam. No último dia 26, no 5º Encontro Vila Real, realizado em Brotas (SP), a matriz JAMAYA DA DI GENIO, pertencente à Agro Vila Real/Nelore RFA, foi arrematada pelo condomínio dos criadores João Aguiar e Hélio Propheta. “Foi uma linda disputa.

Ela foi ofertada em 50% com direito a dobra. A batida do martelo foi 30 parcelas de R$ 32.500,00, os compradores exerceram a opção de dobra e ficaram com 100% pela importância de R$ 1.950.000,00”, conta o assessor pecuário, Wagner Peroto.

“O Nelore Di Genio parabeniza o evento e agradece aos investidores. Ficamos muito felizes com os resultados, com os nossos animais recebendo valorizações recorde, colocando a nossa marca em evidência”, comemora Antonio Aurico, gerente do Nelore DI GENIO.

Foto: Fabiana Cunha |

No criatório, que está iniciando a Estação de Monta, o processo de melhoramento e seleção compreende um trabalho concentrado não só sobre os machos, mas principalmente sobre as fêmeas.

“Para nós, a mãe tem tanta importância quanto o pai. Todo o trabalho que fazemos em torno das provas internas de ganho em peso a pasto (PGPs), no âmbito do Programa de Melhoramento Genético para Bovinos – PAINT, do Programa Nacional de Avaliação de Touros Jovens – PNAT, do Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos – PMGZ, do Centro de Performance da CRV Lagoa, e até mesmo nas pistas, é para identificar os animais que realmente despontam. E, no caso das fêmeas, para se tornarem as nossas principais doadoras”, conta Antonio Aurico.

Agora, no início da Estação de Monta, o trabalho no Nelore DI GENIO é intenso, com o aparte das candidatas que serão utilizadas no processo de Fertilização in Vitro (FIV), as doadoras de oócitos. E elas passam por um processo de seleção tão criterioso quanto dos machos.

“Há muita análise de sumário e estudo, tanto na parte de avaliação e informação quanto na parte de campo, para escolher as que permanecem e serão inseminadas e as que serão descartadas”, informa Antonio Aurico, acrescentando que as vacas escolhidas como as futuras doadoras são as que entregam os melhores produtos.

“A gente seleciona pela fertilidade. Fazemos todo um trabalho de ‘pente fino’ na parte zootécnica, de caracterização, funcionalidade e, logo em seguida, avaliamos a fertilidade. Na segunda etapa, vem a identificação das fêmeas já paridas”, explica, lembrando que os bezerros começaram a nascer no mês de agosto no criatório.

“Nesse momento, temos cerca de 80% do plantel já parido, e as nossas vacas estão trazendo bezerros com desempenho acima da média. É através desses produtos que a gente vai verificar as fêmeas com potencial para doadoras, primeiramente com base no que ela produz e, depois, no índice. Nosso principal foco na seleção é multiplicar as fêmeas que dão os melhores produtos”, destaca Antonio Aurico.

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