Relatório do USDA derruba preço do milho

Relatório do USDA derruba preço do milho

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espiga de milho
Foto: Divulgação

O relatório de oferta e demanda do USDA traz números negativos, e preço do milho é pressionado para baixo. Confira os fechamentos dos mercados!

A B3 encerrou a quarta-feira perdendo força, o vencimento para março/21 recuou 2,05%, ficando cotado à R$ 85,08/sc, o menor valor das últimas duas semanas. No mercado físico brasileiro o ritmo de negociações segue lento, com a referência em Campinas/SP batendo na casa dos R$ 83,50/sc. O foco da cultura segue na semeadura da 2ª safra em grande parte dos estados brasileiros.

Os contratos de milho negociados na Bolsa de Chicago encerraram o dia em baixa. Os preços obtiveram um retrocesso de 3,91%, ficando cotado a US$ 5,35/bu com vencimento para março/21. O mercado respondeu com uma forte realização de lucros após o relatório do USDA divulgar números de estoques finais acima do esperado pelos analistas.

Boi gordo

Semana travada no mercado atacadista de carne bovina, o que se relata são sobras e grande dificuldade nos repasses, além disso, produtos com qualidade inferior, dado o maior tempo de prateleira, são devolvidos ou negociados em valores inferiores. Neste ambiente, o preço se mantém estacionado na casa dos R$ 18,80/kg, um cenário negativo começa a se desenhar, o que também pode afetar as indicações da arroba.

Dia difícil também na B3, a incerteza começa a impor mais cautela aos players. O contrato de fevereiro/21, que havia se mantido estável, encerrou a quarta-feira com ajuste negativo de 0,77% na comparação diária, cotado a R$ 296,90/@. Já o maio/21 recuou 1,00%, fechando a R$ 281,40/@.

Soja

Próximo ao Ano Novo Lunar na China, que se inicia no dia 12 de fevereiro, o mercado de soja brasileira encerra a quarta-feira estável. O grão ficou cotado a R$ 169,00/sc no Porto de Paranaguá/PR. Com a ausência de oferta no mercado brasileiro pressionando as cotações, o clima seguiu “frio”, não havendo forças para uma alta nos preços e nem motivo para quedas expressivas. 

Em Chicago, o preço da oleaginosa encerra o dia com em quedas expressivas. Os contratos com vencimento para março/21 recuaram 3,41%, ficando cotado a US$ 13,54/bu. Assim como no milho, a movimentação baixista também é reflexo do relatório de oferta e demanda do USDA que trouxe estoques levemente acima dos estimados. No entanto, a pressão sobre a oleaginosa segue firme, já que os estoques estão próximo das mínimas.

Fonte: Agrifatto

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