Semiconfinamento está em alta no Brasil

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semiconfinamento cruzados
Foto: Luiz Roberto

Pecuaristas devem buscar tecnologias que possam atender às exigências dos animais, oferecendo suplementos que estejam de acordo com o momento do ciclo em que o rebanho se encontra

Prática tradicionalmente adotada por algumas fazendas no momento próximo ao final da estação de pastejo, em virtude da escassez qualitativa e quantitativa das forrageiras, tem se tornado mais presente nas propriedades rurais dedicadas à pecuária. E ainda em rebanhos não somente neste período para ter um maior giro de animais abatidos por ciclo – ou anualmente – e aumentar o número de arrobas produzidas por hectare.

“O semiconfinamento é caracterizado, normalmente, quando há uma estratégia de suplementação próxima de 1.0 – 1.2% do peso vivo (PV), enquanto que em situações onde o consumo de ração é maior que 1.2% PV, o termo de terminação intensiva a pasto (TIP) é utilizado. Essa estratégia comumente é aplicada para que haja a engorda dos animais em um momento onde a disponibilidade e qualidade das forrageiras começa a comprometer o desempenho do rebanho”, diz o especialista Bruno Cappellozza, Pesquisa e Desenvolvimento da Nutricorp.

E para se oferecer uma melhor qualidade e a quantidade ideal de nutrientes que o bovino precisa é que os produtores devem buscar tecnologias que possam atender às exigências dos animais, oferecendo suplementos com uma formulação e balanceamento de nutrientes que estejam de acordo com o momento do ciclo em que o rebanho se encontra.

“Entretanto, cuidado deve ser tomado no início do fornecimento de uma grande quantia de suplementos contendo grãos, como o milho. Em outras palavras, um protocolo de adaptação à essa nova realidade se faz necessário para minimizar os riscos de qualquer distúrbio ruminal no início desse período de suplementação”, explica Cappellozza.

Para que o semiconfinamento tenha sucesso e entregue carcaças mais pesadas na terminação é importante ter, além de informações do rebanho, nutrição, percepção completa de como está a estrutura da fazenda. “O pecuarista precisa ter uma ótima ideia das necessidades operacionais e o nível das instalações. Afinal, a mão de obra e o maquinário se tornam imprescindíveis. É a soma de todos esses fatores que fará o sucesso do produto final”, diz.

E o sucesso de uma carcaça terminada é o resultado de boa nutrição e saúde, e como Cappellozza explica: “para isso, o pecuarista deve ter como objetivo a obtenção de uma carcaça com boa espessura de gordura subcutânea e que gere uma bonificação ao produtor, quando tal remuneração existe. E para que obtenha este resultado, indicamos o Nutri Gordura”.

Os produtores que lançam mão desta tecnologia no período de semiconfinamento conseguem ter melhores resultados no acabamento, classificação e bonificação das carcaças terminadas, além de uma melhoria de eficiência alimentar do suplemento e conversão biológica do rebanho.

“O Nutri Gordura pode ser utilizado em qualquer momento da terminação dos animais a pasto, garantindo um melhor aporte energético por meio do suplemento e uma consequente melhoria no ganho de peso diário (GPD) dos animais. Ele atua em duas frentes: no fornecimento de energia para os animais e nos ácidos graxos que ajudam na síntese de gordura subcutânea nas carcaças dos ruminantes”, recomenda Cappellozza.

Para que haja padronização e acabamento de qualidade em animais terminados, Cappellozza enfatiza que “os animais necessitam de energia na sua dieta. Essa exigência energética acaba não sendo oferecida por meio das forrageiras tropicais o que, por sua vez, prejudica o acabamento, classificação e bonificação das carcaças do rebanho”.

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