Sete frigoríficos estão suspensos pela China, veja quais!

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Foto Divulgação

Apesar da grande repercussão que foi a informação divulgada por uma das unidades, o Ministério da Agricultura contradiz e confirma que a China não liberou os embarques das unidades suspensas. Veja quais!

Ministério da Agricultura afirma que seguem suspensos os embarques de carne bovina da unidade do Frigorífico Redentor em Guarantã do Norte (MT) para a China. Mais cedo, a empresa havia informado que a pasta teria conseguir reverter a suspensão. A Gaac havia notificado a suspensão dos embarques da unidade na última terça-feira, 9, sem informar os motivos ou quando retomariam as importações.

Cabe ressaltar que, até o momento, o governo chinês não realizou novos comunicados sobre a retomada ou não das importações das unidades suspensas, algumas a mais de meses. Em nota, o Ministério esclarece que a suspensão se mantém por “imposição da autoridade sanitária chinesa”.

Dessa forma, acrescenta o Ministério, a Administração Geral de Alfândegas do país (Gaac, na sigla em inglês) realizará, ainda, avaliação do plano de ação para que a suspensão seja ou não retirada.

A pasta disse também que o estabelecimento corrigiu “as não-conformidades” que levaram à suspensão da certificação imposta pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF) local.

A Gaac havia notificado a suspensão dos embarques da unidade do Frigorífico Redentor na última terça-feira (9), sem informar os motivos ou quando retomariam as importações. Até o momento, o governo chinês não realizou novos comunicados sobre a retomada ou não das importações.

Atualmente, a unidade do Frigorífico Redentor abate cerca de 600 bovinos por dia. A China suspendeu a importação de carne bovina do Frigorífico Redentor, de Guarantã do Norte (MT). A empresa pertence ao Grupo Bihl. A suspensão vale a partir desta terça-feira, segundo informação da Administração-Geral de Alfândegas chinesa (GACC, na sigla em inglês).

O Ministério esclarece que a suspensão se mantém por “imposição da autoridade sanitária chinesa”.

No sistema do Ministério da Agricultura, consta que o Frigorífico Redentor (SIF 411) teve a sua habilitação para exportação para a China suspensa já a partir de 28 de julho deste ano.

Na lista do Ministério da Agricultura, outros seis frigoríficos brasileiros estão com as exportações para a China suspensas. A unidade de Xaxim (SC) da Cooperativa Aurora está embargada desde agosto de 2020 para carne de aves. A BRF de Lucas do Rio Verde (MT), a Bello Alimentos de Itaquiraí (MS) e a São Salvador de Itaberaí (GO) também estão impedidas de vender frango para os chineses.

A Masterboi, de São Geraldo do Araguaia (PA), está com os embarques de carne bovina suspensos desde abril. O embargo mais longevo atinge a unidade da Minuano, em Lajeado (RS), desde junho de 2020, também para frango in natura.

Riscos ao mercado

Além disso, o mercado asiático vem ajudando a manter os atuais preços da arroba diante de um mercado interno fragilizado. Outro ponto que preocupa, é quanto ao cumprimento das obrigações junto aos credores, já que essas medidas causam grande impacto no caixa das empresas.

Entre os 20 maiores clientes do Brasil, a China vem na primeira colocação com um aumento de 50,07% nas suas compras. Em 2021 elas foram de 493.686 toneladas, com receita de US$ 2,5 bilhões.

Em 2022, as importações do país asiático subiram para 665.014 toneladas e a receita para US$ 4,64 bilhões. Com isso, a participação da China nos embarques totais dos primeiros sete meses do ano subiu de 46,1% em 2021 para 50,7% em 2022.

Essa não é a primeira vez que a gigante asiática utiliza essa estratégia. No último mês de abril, diversas foram as unidades que sofreram com essas “penalidades”. Esse fato traz grande insegurança para as unidades que trabalham com o mercado externo, fato esse que vai gerar reflexos no mercado físico do boi gordo.

Exportações

Segundo relatório semanal da Agrifatto, durante a primeira semana de ago/22 foram exportadas 39,40 mil toneladas de carne bovina in natura, avanço de 4,71% no comparativo semanal.

A média diária dos embarques ficou em 7,88 mil toneladas, 4,6% abaixo da média diária registrada em ago/21 e 1,1% menor do que a de jul/22. Ainda que tenha recuado, destaca-se o fato de que o desempenho das exportações na 1ª semana de ago/22 foi o melhor para uma primeira semana desde abr/22

O preço médio da tonelada ficou em US$ 6,25 mil, desvalorizando 4,61% ante a média registrada no mês passado. Com isso, as vendas externas da proteína bovina nos cinco primeiros dias úteis de ago/22 geraram uma receita de US$ 246,10 milhões, o equivalente a 23,86% do montante arrecadado com os negócios em todo ago/21, quando a tonelada tinha o preço médio 9,08% inferior.

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