Soja: Clima melhora safra deve ser de 135 milhões de t

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Foto: Vinícius Haveera Engenheiro Agrônomo / Reprodução

Clima para o desenvolvimento das lavouras de soja está o melhor do que na safra passada; Ainda segundo o relatório, produção deve alcançar 135 milhões de toneladas.

O Sistema Tempocampo, da Esalq / USP, aponta que as condições meteorológicas para o desenvolvimento da soja, que está na fase mais crítica do desenvolvimento na maior parte das regiões dos produtores, são os melhores do que no mesmo período da safra passada.

Para a região Sul, Mato Grosso do Sul e Centro-Oeste paulista, os ganhos de produtividade podem ser 8% maiores do que na safra 2019/2020, projetam analistas. Apesar das perdas de produtividade entre 4% a 7% na região da divisa entre Bahia, Goiás e Minas Gerais em relação ao ciclo rápido, não houve melhora no cenário final de dezembro.

Por isso, o Tempocampo estima uma produtividade média brasileira de soja entre 3,44 a 3,64 toneladas por hectare, considerando os cenários pessimista e otimista, respectivamente. A produção de soja do Brasil deve ser novo recorde, variando de 127,4 milhões a 135 milhões de toneladas levando-se em conta os cenários pessimista e otimista, respectivamente.

O volume representa uma variação positiva de 5,1% a 11,3% em relação à produção média reportada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra 2019/2020 – 121,2 milhões de toneladas.

As maiores produtividades são esperadas no Paraná (entre 4,44 t / ha e 4,57t / ha). Na maior parte do Mato Grosso e Goiás, os valores podem ser superiores a 3,4 t / ha. Produtividades semelhantes são projetadas na maior parte de São Paulo e Santa Catarina.

No Rio Grande do Sul, o desempenho pode ser inferior a 2,6 t / ha. A maior parte do Brasil tende a produtividades superiores a 3,2 t / ha. “Vale ressaltar que a região leste do Mato Grosso está melhor do que no ano passado e isso influi nos números, já que o Estado é grande produtor”, explica o professor do departamento de engenharia de biossistemas da Esalq / USP, Fábio Marin.

Segundo as taxas de anomalias da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional americana (NOAA) para o segundo decêndio de janeiro, pode haver uma queda sem volume de chuvas de até 75 mm para Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Caso isso resulte em um veranico, o Tempocampo estima que deve haver perdas nas lavouras que corrigem em fases mais críticas, como floração e enchimento de grãos. A região Sul também deve ser favorecida para maiores volumes de chuvas, de 10 mm a 75 mm.

Já a região produtora do Matopiba (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia) deve esperar uma redução no volume de chuvas entre 10 mm e 75 mm, com destaque para o norte do Tocantins, que pode chegar a 200 mm.

Com informações do Globo Rural

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