“Apagão do boi” e frigorífico voraz faz arroba disparar

“Apagão do boi” e frigorífico voraz faz arroba disparar

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Vacada nelore
Foto: Divulgação

Arroba bateu recorde! A oferta restrita de animais para abate segue ditando o ritmo dos negócios neste início de ano, cenário que deve se manter até março!

O mercado físico de boi gordo viu os preços disparar nessa semana, intensificando o movimento de alta nos preços nesta terça-feira, 12. Segundo o levantamento realizado, as indústrias seguem com grande dificuldade de adquirir a matéria prima para composição das suas escalas de abate, fato justificado pelo “apagão” do boi gordo no mercado. Valor de R$ 300,00/@ já são vistos em algumas negociações.

Diversas unidades frigorificas iniciaram o ano de 2021 operando abaixo da capacidade operacional instalada, com casos de plantas abatendo menos de 50% de sua plena produção, devido à dificuldade na compra de boiadas. Momento é favorável para sustentação dos atuais patamares de preços!

Segundo a Scot Consultoria, oferta enxuta elevou os preços das fêmeas pelo segundo dia consecutivo. As cotações da vaca gorda e novilha gorda abriram o dia com ascensão de R$3,00/@ no comparativo diário e, com isso, passaram a ser negociadas em R$265,00/@ e R$273,00/@, respectivamente, preço bruto e à vista.

Em São Paulo, o valor médio para o animal terminado chegou a R$ 281,77/@, na terça-feira (12/01), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 279,96/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 268,36/@.

Os preços na praça paulista, referência para as demais praças pecuárias, seguem variando de R$ 276,00 a R$ 290,00/@. Já o Indicador do Cepea fechou com uma leve desvalorização, ficando cotado a R$ 283,95/@.

Destaque do dia ficou para Abaeté/MG, sendo o valor de R$ 300,00/@ com pagamento a prazo de 30 dias e abate para o dia 18 de janeiro, com animais com destino ao mercado interno. A boiada nelore, acima de 56% de Rendimento de Carcaça, Veja a imagem abaixo:

Fonte: Agrobrazil

Dólar valorizado e exportações aquecidas

Com o dólar batendo na casa dos R$ 5,50, cresce a competitividade das exportações brasileiras de carne bovina, apontou a Agrifatto.

Na primeira semana de janeiro, o Brasil exportou 40,68 mil toneladas de carne bovina in natura. O volume médio embarcado diariamente foi de 8,14 mil toneladas. O faturamento foi de US$183,39 milhões, ou US$36,67 milhões na média diária.

Apagão do boi gordo vai continuar firme e forte

A tendência é que os animais de safra estejam aptos ao abate apenas no final do primeiro trimestre do ano, condição que deve manter suporte aos preços da arroba, além da maior demanda externa que ajuda a puxar as cotações do boi gordo.

“Já existe um consenso no mercado de que o volume de animais terminados não deve avançar ou aumentar muito no curtíssimo prazo, consequência da estiagem prolongada que atrasou o desenvolvimento da pastagem e tardou a entrada dos primeiros lotes de gado terminado à pasto”, relata a IHS.

Giro do boi gordo pelo Brasil

  • Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 287, contra R$ 280 a arroba na segunda, 11.
  • Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 275, contra R$ 270.
  • Em Dourados (MS), a arroba subiu de R$ 269 para R$ 274.
  • Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 265, contra R$ 258 a arroba na segunda-feira.
  • Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 285 ante R$ 275 a arroba.

Atacado

No mercado atacadista, os preços da carne bovina tiveram um dia de acomodação. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por pontual alta dos preços. Mas o ponto de inflexão permanece na demanda doméstica, uma vez que o consumidor médio está descapitalizado, avaliando a incidência de despesas corriqueiras a essa época do ano, como o IPVA, IPTU a compra do material escolar. “Somado a isso, precisa ser considerado o término do auxílio emergencial que altera a dinâmica do consumo de base, assinala Iglesias.

Com isso, o corte traseiro permaneceu em R$ 20,80 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 15,50 o quilo, enquanto a ponta de agulha seguiu em R$ 15,50 o quilo.

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