Na justiça, criador consegue evitar sacrifício de cavalo de R$ 50 mil

Na justiça, criador consegue evitar sacrifício de cavalo de R$ 50 mil

PARTILHAR
por-que-castrar-o-cavalo-scarparella
Foto Divulgação.

Liminar evita sacrifício de cavalo avaliado em R$ 50 mil que está com suspeita de mormo; Juiz determinou que um novo exame seja feito antes do sacrifício

O dono de uma propriedade rural em Nova Olinda, no norte do Tocantins, conseguiu uma liminar da Justiça para evitar que um cavalo avaliado em R$ 50 mil seja sacrificado pela Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec). O animal está com suspeita de mormo, mas um teste particular feito pelo dono teria dado negativo para a doença.

A Adapec informou que recebeu a decisão com surpresa porque sequer notificou o proprietário sobre o resultado conclusivo do exame. Além disso, afirmou que o teste foi feito com dois métodos diferentes e irá recorrer da liminar. (Confira a nota completa abaixo)

Segundo consta na decisão, o cavalo tem 13 anos e é da raça Manga Larga Marchador. O proprietário foi notificado sobre a suspeita no dia 10 de dezembro e recebeu a orientação de deixar o animal isolado. O próprio fazendeiro teria submetido o animal a um teste, tendo o resultado negativo para a doença. Além disso, o cavalo não estaria apresentando sintomas do mormo, assim como nenhum dos outros animais da fazenda.

Conforme a decisão, a eutanásia do cavalo estaria marcada para essa segunda-feira (11), mas a decisão liminar do juiz Álvaro Nascimento Cunha determinou que novos exames laboratoriais sejam realizados no prazo máximo de 48 horas em qualquer laboratório público ou particular credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Até novembro o estado tinha registrado 11 focos da doença com 14 animais infectados. O mormo não tem cura ou tratamento e a forma de controle é o sacrifício do animal contaminado. A doença é infectocontagiosa e causada por bactéria, que acomete principalmente os equídeos (asininos, equinos e muares), mas também pode ser transmitida para o ser humano.

O que diz a Adapec em Nota Oficial

A Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) esclarece que recebeu nesta segunda-feira (11) a notificação judicial da liminar concedida pelo juiz da Comarca de Araguaína.

Esclarecemos que em dezembro a Adapec recebeu o comunicado de um laboratório particular sobre exame realizado por meio do método Elisa neste animal, a pedido do proprietário, e que teria testado positivo para Mormo.

Conforme os protocolos estabelecidos pelo MAPA, o laboratório encaminhou a amostra para o Lanagro, laboratório oficial do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que realizou o exame complementar e confirmatório pelo método Western Bloting, sendo então confirmado positivo para o Mormo na última sexta feira (8).

Na sexta-feira (8) a Adapec foi notificada pelo Mapa do resultado do exame e nesta segunda-feira (11) irá notificar o proprietário do animal, sobre o resultado positivo detectado pelo Lanagro, e que de acordo com a legislação terá o prazo de até 15 dias para sacrifício do animal.

A Adapec recebeu com surpresa a decisão judicial, uma vez que o proprietário sequer foi notificado pela Agência do resultado conclusivo do exame.

Mediante a liminar concedida pelo juiz, a Adapec informa que irá recorrer da decisão para defender o sistema de defesa agropecuária evitando que esta doença seja transmitida para outros animais, protegendo assim, o rebanho de equídeos do Estado, bem como a saúde pública por se tratar de uma doença que pode ser transmissível para o ser humano.


Foto Divulgação.

Mormo é risco para cavalos e humanos

Mormo é uma doença infectocontagiosa causada por bactéria que acomete principalmente os equídeos (asininos, equinos e muares). Nos equídeos, os principais sintomas são nódulos nas narinas, corrimento purulento, pneumonia, febre e e emagrecimento. Existe ainda a forma latente (assintomática) na qual os animais não apresentam sintomas, mas possuem a enfermidade. “Não existe vacina ou tratamento para o mormo, ressalta a Adapec”, diz.

O produtor rural deve ficar atento, realizar os exames regularmente, já que a validade é de 60 dias, exigi-los ao comprar um animal, evitar que ele tenha contato direto com outros. Caso o dono do equídeo suspeite que o animal esteja infectado deve isolá-lo e comunicar imediatamente a Adapec.

No manuseio deve ter cuidado redobrado, pois a doença pode ser transmitida ao homem, o recomendado é utilizar luvas e máscaras, e evitar ao máximo que ele tenha contato com outros animais e humanos.

Todo o conteúdo áudio visual do CompreRural está protegido pela legislação brasileira sobre direito autoral, sua reprodução é permitida desde que citado a fonte e com aviso prévio através do e-mail jornalismo@comprerural.com

PARTILHAR
Portal de conteúdo rural, nosso papel sempre será transmitir informação de credibilidade ao produtor rural.