Soja volta a apresentar recorde de exportação

Soja volta a apresentar recorde de exportação

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Foto: Claudio Neves/Porto de Paranaguá

Em abril, o Brasil exportou o maior voluma de soja da história, com 17,3 milhões de toneladas; durante o ano, volumes também são recordes.

Os embarques de soja em grão e milho do Brasil apresentaram bons resultados em abril deste ano. Para a oleaginosa, as exportações atingiram o maior volume mensal da história, com 17,3 milhões de toneladas, uma alta 17% maior sobre as 14,8 milhões vendidas em abril do ano passado, segundo dados preliminares divulgados pelo ministério da Economia nesta segunda, 3.

“Os números de abril vieram dentro do esperado diante do atraso da colheita observado nesta temporada. As vendas da soja brasileira ao exterior devem continuar fortes, uma vez que os trabalhos no campo estão finalizados em algumas áreas”, diz Luiz Fernando Gutierrez, analista da Safras & Mercado, pontuando que o Brasil já tem o registro de 10 milhões de toneladas a serem embarcadas em maio.

O ritmo das vendas no acumulado do ano também é inédito. De janeiro a abril, as exportações somam 33,6 milhões de toneladas, quebrando o antigo recorde de 31,9 alcançado nos quatro primeiros meses do ano em 2020.

Segundo Gutierrez, o cenário composto de alta do dólar e forte demanda pela soja do Brasil, observado desde o ano passado, está mais uma vez ditando o ritmo das vendas externas para esta temporada.

Em abril, o ministério da Economia estima que a China foi responsável por 70% das exportações de soja em grão do Brasil. Para maio, o analista acredita que o volume alcance 15 milhões de toneladas.

As cotações da soja iniciam a semana em desvalorização

As cotações da soja iniciam a semana em desvalorização acompanhando os preços em Chicago e a queda do dólar ante o real, com isso a saca de soja negociada em Paranaguá/PR retornou para os R$ 178,00.

A correção e os ajustes das posições compradas combinadas com a melhora nas previsões de chuva para os EUA fizeram as cotações da oleaginosa ceder no primeiro pregão da semana. O contrato com vencimento para julho/21 recuou 0,5% e fechou o pregão em US$ 15,24/bu.

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