Startup que identifica mastite em vacas

Startup que identifica mastite em vacas

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Foto: Divulgação

A startup OnFarm, com três meses de vida, trabalha com 64 fazendas e 12 mil animais e levou o primeiro lugar no Ideas for Milk

A OnFarm, de Pirassununga (SP), ficou em primeiro lugar no disputado Desafio das Startups, promovido pela Embrapa Gado de Leite, de Juiz de Fora (MG), e por empresas privadas, entre elas, a Nestlé, a DSM, a Alta Genetics e a Tim. A escolha e a premiação aconteceram sexta-feira, dia 30, na capital paulista.

A OnFarm trabalha na identificação da causa de uma doença que causa prejuízos de vulto às fazendas e aflige as vacas leiteiras: a mastite. A doença é um processo inflamatório que atinge a glândula mamária das vacas. É contagiosa e de fácil transmissão.

“Oferecemos a solução completa para combater a doença. Por essa razão fomos escolhidos pela Embrapa Gado de Leite e, com apenas 3 meses de vida, já trabalhamos com 64 fazendas e 12 mi vacas são analisadas por nós”, comemora Cristian Martins, um jovem zootecnista de 28 anos e doutor pela USP.

Por sinal, a imensa maioria dos empreendedores das startups são bastante jovens, entre 20 e 30 anos.A segunda colocada no desafio foi a Z2S, startup gaúcha fornecedora de equipamentos para automatizar os processos de limpeza e higienização de equipamentos ligados à ordenha.

O Desafio das Startups faz parte da terceira edição do Ideas For Milk, que conta com outras disputas. “O Ideas for Milk estimula tecnologias para o aprimoramento da cadeia do leite no Brasil”, explica Paulo Martins, chefe-geral da Embrapa. “Inteligência artificial, automação, plataformas integradas, computação em nuvem, Internet das coisas – aplicadas à produção de leite – estão promovendo uma revolução tecnológica nas fazendas e isso ainda não foi registrado pelos órgãos oficiais”, observa Martins.

Estava presente também o presidente da Embrapa, Sebastião Barbosa. Ele adianta que a Embrapa está empenhada em orientar os médios e pequenos pecuaristas a investirem em tecnologia. “Fazemos reuniões constantes nesse sentido. Destaco a participação da Embrapa, de Universidades e das empresas privadas no estímulo ao uso de técnicas modernas e que estão mudando para melhor a pecuária de leite brasileira.”

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A Embrapa fez uma revolução na agropecuária nacional e o processo segue agora com a chegada das startups ao campo. As empresas privadas estão juntos nesse propósito”, afirma Heverardo Rezende de Carvalho, presidente da Alta, localizada em Uberaba, e uma das líderes no disputado mercado de sêmen bovino do Brasil.

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Fonte: Globo Rural

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