Sul volta a enfrentar risco de temporais; confira a previsão para cada região

Sistema de baixa pressão intensifica as instabilidades no Rio Grande do Sul, enquanto o tempo seco domina boa parte do país

O risco de temporais no Sul aumenta novamente nesta terça-feira (28), especialmente no Rio Grande do Sul. Uma área de baixa pressão atmosférica, combinada com o Jato de Baixos Níveis, favorece a formação de nuvens carregadas e mantém a possibilidade de chuva intensa, raios e rajadas de vento.

Em grande parte do restante do Brasil, o cenário é diferente. Uma massa de ar seco mantém o tempo estável, com temperaturas elevadas e índices reduzidos de umidade relativa do ar, segundo informações da Climatempo.

Rio Grande do Sul concentra o risco de temporais

A chuva começa nas primeiras horas do dia em áreas do oeste, do litoral e do centro-sul gaúcho. Há previsão de precipitações moderadas a fortes, acompanhadas por trovoadas e vento intenso em pontos isolados.

O oeste do estado apresenta as condições mais preocupantes. Pela manhã, as instabilidades ganham força na metade sul e, no decorrer do dia, avançam para outras áreas.

Na metade norte, a chuva pode persistir por diferentes períodos e voltar a se intensificar durante a noite. A condição exige atenção em propriedades rurais, principalmente em locais com estruturas vulneráveis, máquinas expostas e atividades programadas ao ar livre.

Instabilidades avançam para Santa Catarina

O sistema também influencia o sul e o oeste de Santa Catarina, onde há possibilidade de chuva ao longo do dia. As precipitações podem ocorrer de forma irregular, com momentos de maior intensidade.

No Paraná, o tempo permanece firme. O sol predomina e as temperaturas sobem durante a tarde, sem expectativa de chuva significativa.

Sudeste terá calor e umidade baixa

São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo continuam sob influência do ar seco. A terça-feira será marcada por sol entre poucas nuvens e elevação das temperaturas.

O interior paulista e mineiro pode registrar baixos índices de umidade, condição que aumenta o desconforto e exige cuidados com hidratação, manejo de animais e prevenção de incêndios.

No fim do dia, a aproximação de uma frente fria pode aumentar a nebulosidade no extremo oeste e no sudoeste de São Paulo. Apesar disso, não são esperados volumes relevantes de chuva.

Tempo seco predomina no Centro-Oeste

Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal e grande parte de Mato Grosso terão mais um dia de tempo firme e calor durante a tarde.

No extremo norte e noroeste mato-grossense, a entrada de umidade proveniente da Amazônia pode favorecer a formação de nuvens e pancadas isoladas.

O alerta principal está relacionado à umidade relativa do ar. No norte de Goiás e no Distrito Federal, os índices podem variar entre 12% e 20%, faixa considerada crítica para a saúde e para o risco de queimadas.

Litoral do Nordeste ainda pode registrar chuva

A chuva perde intensidade na costa nordestina, mas ainda pode ocorrer de forma fraca e passageira entre Salvador e o litoral norte da Bahia. Também há possibilidade de precipitações pontuais em Sergipe, Alagoas, Maranhão, Piauí e Ceará.

No interior, o predomínio será de sol e calor. A baixa umidade deve atingir principalmente áreas da Bahia, Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba e Pernambuco.

Em alguns pontos, os índices podem ficar entre 12% e 20%, aumentando a necessidade de cuidados com incêndios em vegetação e exposição prolongada ao calor.

Norte terá chuva irregular e áreas de tempo firme

O calor e a umidade mantêm a ocorrência de chuva em parte da Região Norte. Amazonas, Roraima e áreas do Pará podem registrar precipitações fracas a moderadas.

No Amapá, a chuva tende a ocorrer com maior intensidade. No Acre, são esperadas pancadas isoladas e de curta duração.

Tocantins, Rondônia e parte do Pará permanecem sob influência do ar seco. Nessas áreas, o tempo firme e as altas temperaturas favorecem a ocorrência de queimadas.

O Tocantins também pode registrar índices de umidade entre 12% e 20%.

Condições exigem atenção dos produtores rurais

A previsão indica dois cenários distintos no país. No Sul, produtores precisam acompanhar o avanço das instabilidades e evitar atividades externas durante períodos de chuva forte, raios ou vento intenso.

Nas regiões sob domínio do ar seco, os principais cuidados envolvem prevenção de incêndios, oferta de água aos animais e monitoramento das condições das lavouras e pastagens.

ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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