Suspeita de vaca louca teria surgido em Minas Gerais

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Foto Divulgação

O caso teria surgido em junho envolvendo uma vaca velha no Plena Alimentos, frigorífico de Belo Horizonte com habilitação de exportações.

O que ainda não está totalmente comprovado como um caso de vaca louca em Minas Gerais, ou até que não possa passar de boato, já está promovendo recuo de várias unidades frigoríficas na compra de bois, inclusive no Norte de São Paulo. O estrago no mercado futuro na bolsa é grande também, com redução de mais de 4%.

A descoberta de um caso suspeito de “vaca louca” em Minas Gerais, que está sendo apurada pelo Ministério da Agricultura, colocaram pecuaristas e frigoríficos em alerta desde ontem no país. 

No mercado futuro de boi gordo na B3, os preços estão em forte queda hoje, e a baixa pode se aprofundar enquanto não principais divulgados os resultados da contraprova pedida pela equipe técnica da Pasta no animal, que já foi abatido.

A informação está correndo o mercado e vários produtores estão preocupados com escalas de abates de bois sendo suspensas, inclusive para os próximos três dias, num momento de queda acentuada dos preços, como confirma Juca Alves, de Barretos.

O caso teria surgido em junho envolvendo uma vaca velha no Plena Alimentos, frigorífico de Belo Horizonte com habilitação de exportações, que negou categoricamente a notícia. A Gerência de Marketing confirma que o “boato” chegou até eles também.

Segundo informações, no primeiro teste deu positivo, negativou a contraprova e agora estão aguardando os resultados de um terceiro exame.

Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) ainda não respondeu a questionamento. O alerta é quanto ao risco do caso tomar uma proporção que atinja a decisão de compra dos importadores, mesmo enquanto não haja um posicionamento oficial.

Perto de 12h30 (horário de Brasília), as cotações cediam mais de 3%, como o outubro, inclusive, já perdendo o patamar dos R$ 300,00 por arroba e sendo cotado a R$ 298,80. No dezembro, a baixa era de 5,13% para R$ 303,55. 

Os contratos futuros do boi gordo têm forte queda na B3 refletindo um caso possível de Vaca Louca Atípica. A Encefalopatia Espongiforme Bovina, mais conhecida como Doença ou Mal da Vaca Louca, afeta o sistema nervoso dos bovinos, fazendo com que fiquem com o comportamento alterado.

  • BGI OUT / 21: -7,0
  • BGI 21 / NOV: -7,90

Sobre a Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB)

É uma enfermidade degenerativa fatal e transmissível do sistema nervoso central de bovinos infectados, causada por uma proteína sem informação genética própria que se prolifera em forma de mutação matando células nervosas fisiológicas. De acordo com o Mapa, a doença possui longo período de incubação (média de 5 anos), sendo caracterizada clinicamente por nervosismo, reação exagerada a estímulos externos e dificuldade de locomoção. A EEB é uma das doenças do grupo das Encefalopatias Espongiformes Transmissíveis – (EET) podendo afetar pessoas por meio de ingestão de carne proveniente de animal contaminado, neste caso conhecida como doença de Creutzfeldt-Jakob (CJD), versão humana da doença da “Vaca Louca”, ainda sem tratamento com prognóstico de vida até 18 meses, segundo especialistas. Outros animais, como ruminantes, podem ser acometidos também por meio de ingestão de alimentos contaminados, o extermínio do animal é recomendado por não haver tratamento e para evitar proliferação da doença.

A doença é classificada como clássica quando se manifesta em animais de até sete anos de idade nutridos com proteína animal, via cama de frango ou farinha de carnes e ossos contaminados e como atípica geralmente acometendo animais de idade avançada, fase na qual considera-se normal o desenvolvimento da marcação príonica, mesmo sem a ingestão de alimentos contaminados, como é o caso da referida vaca criada em sistema extensivo, ou seja, alimentada somente à pasto e suplementação mineral. Vale destacar que EEB é a doença de segunda maior relevância na sanidade animal, atrás apenas da febre aftosa.

Segundo a OIE, em países membros da organização o risco de EEB pode ser reconhecido como insignificante ou controlado e em países não reconhecidos pela mesma o status é de risco desconhecido, conforme figura abaixo.

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