Tinea: Como tratar a Dermatofilose bovina

Tinea: Como tratar a Dermatofilose bovina

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Foto: Reprodução / Redes Sociais

A Dermatofitose é a principal infecção causada por fungos em bovinos; doença ataca principalmente bezerros abaixo de um ano de vida

Com a intensificação dos sistemas de produção, os rebanhos aumentaram de tamanho e um número maior de animais foi concentrado em áreas menores, ocasionando uma maior possibilidade da disseminação de doenças tais como a Tinea.

A doença ataca principalmente bezerros abaixo de um ano de vida, estabulados em grupo. Animais imunodeprimidos, animais debilitados e magros podem também atuar como focos da infecção. Não há diferenciação da prevalência entre as raças e nem entre os sexos. Além disso, a dermatofitose é uma zoonose, podendo contaminar as pessoas que têm maior contato com os animais acometidos.

Instalações úmidas e escuras constituem um ambiente favorável para o crescimento do fungo. Por isso, os animais confinados têm uma maior predisposição a contrair, e disseminar a doença. Os esporos estão presentes não só na lesão, mas também em todo o pêlo do animal, nas ferramentas utilizadas no manejo, paredes da instalação, cercas, ou seja, em todos os lugares!

Fungo pode acometer principalmente animais mantidos em baias, cocheiras, estábulos ou ambientes fechados.

A principal fonte de contaminação é o animal infectado, mas os insetos (moscas) e a cama dos animais também disseminam a doença. O fato dos animais lamberem a si próprios e lamberem também outros animais, auxilia na disseminação. A doença pode entrar no rebanho através da compra de animais, durante o transporte de animais, em leilões e exposições.

Dermatofiose em bovinos ocorre geralmente após períodos intensos de chuva. (Foto: Arquivo pessoal/Leandro Cazelli Alencar)

Os esporos do Trichophyton verrucosum permanecem viáveis na pele por até quatro anos. Seu longo período de sobrevivência e as facilidades de contágio favorecem a proliferação da micose. Geralmente, as lesões possuem uma distribuição irregular, as áreas mais afetadas são ao redor dos olhos, na fronte, orelhas, no pescoço, região lombar e cauda.

Na maioria das vezes, a lesão se caracteriza por áreas ovaladas de alopecia, com presença de crostas, podendo também ser encontradas pápulas, nódulos e úlceras. As lesões variam de 0,5 cm a 10 cm. Após a infecção da pele o fungo penetra nos folículos pilosos formando os esporos.

Muitas vezes, a Tinea apresenta uma recuperação espontânea, mas o processo de cicatrização varia muito, podendo ocorrer em 3 semanas, e em outros casos, levar até 9 meses. Animais que se recuperam da infecção podem ganhar resistência à doença durante o período de um ano ou mais.

As lesões causadas pela Tinea são típicas e facilmente identificadas, mas a confirmação do fator etiológico só é possível através do exame microscópico e da cultura, o material a ser enviado para análise:

  • amostras de pêlos;
  • escamas da pele;
  • No caso de cultura, a área lesada deverá ser lavada com água e sabão antes da coleta.

O tratamento consiste na aplicação tópica de pomada à base de Tiabendazole (5 à 10%). Uma alternativa mais prática é aspergir os animais afetados com uma solução de Água Sanitária a 10% (o produto adquirido como Água Sanitária deve ser diluído em água, no intuito de se obter uma concentração de 10%). As lesões devem ser tratadas até a recuperação do quadro.

Isolar animal do lote

Para controlar esta micose nos rebanhos afetados, deve-se minimizar a densidade animal por lote, enfatizar a limpeza das instalações, a drenagem dos malhadouros e a sanidade dos animais (procurando dar maior atenção aos animais mais debilitados de cada lote).

Adaptado do MilkPoint

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