Dez marcas brasileiras conquistaram 32 medalhas na etapa das Américas do International Chocolate Awards, competição conhecida como o “Oscar do Chocolate”. Foram dois ouros, 13 pratas e 17 bronzes, segundo o resultado divulgado em 11 de agosto.
Com a premiação, todos os medalhistas brasileiros garantiram classificação automática para a etapa mundial da disputa. O resultado final, que definirá os melhores chocolates da competição, será divulgado em outubro.
O prêmio reúne duas modalidades, Bean-to-Bar e Craft Chocolatier, voltadas à produção artesanal e ao uso de cacau de origem rastreável.
Marcas de destaque
Cacau Dourado, Minas Gerais
- Medalhas: Ouros
- Categorias: Chocolates amargos e brancos com inclusões
- Produtos: Chocolate 70% Cacau com Cupuaçu e Chocolate Branco Caramelo com Coco
O vencedor da categoria de brancos foi inspirado no doce de leite caseiro preparado pela mãe da proprietária Marcilia Vitória Martins Araújo durante sua infância. A marca
Nugali, Santa Catarina
- Medalha: Bronze
- Categoria: Drageias
- Produto: Dragée Cocoa Nibs
Foi a primeira medalha da marca no International Chocolate Awards, em uma categoria vencida por produtos da Jamaica e de El Salvador. A fábrica recebe cerca de 100 mil visitantes por ano em visitas guiadas, e o produto tem preço sugerido a partir de aproximadamente R$ 25.
Como funciona o julgamento dos chocolates
Criado em 2012, o International Chocolate Awards é conduzido pelo International Institute of Chocolate and Cacao Tasting, o IICCT, instituição formada por especialistas e parceiros internacionais dedicados à avaliação de chocolates e derivados de cacau.
O julgamento começa pelo chamado “princípio do prazer”. Antes da análise técnica, os jurados registram a reação imediata provocada pela amostra. Em seguida, entram em cena critérios como complexidade, equilíbrio e singularidade do sabor, avaliados a partir de um mapa de perfil sensorial desenvolvido pelo instituto.
A competição busca identificar chocolates produzidos com cacau de alta qualidade e apoiar produtores e chocolateiros interessados no mercado internacional. A seleção reúne tanto marcas de regiões já consolidadas na cadeia do chocolate quanto participantes de mercados emergentes, com atenção à origem e à rastreabilidade do cacau utilizado.













