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Alimento que não pode faltar no prato dos brasileiros volta a ficar mais caro

Por Yasmin Henrique
02/09/2026
Alimento faltar prato brasileiros volta

Foto: Zig Fotografia/Pexels

Depois de semanas de queda, o feijão-carioca voltou a subir no fim de agosto, em um movimento ligado à postura mais firme dos produtores diante dos preços baixos. No dia 28, a saca de 60 quilos do grão de melhor qualidade chegou a R$ 298,80 no Leste Goiano, segundo o Cepea. O valor representa alta de 8,66% em relação ao início do mês.

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A recuperação ocorreu mesmo com o avanço da terceira safra, que havia ampliado a oferta e pressionado as cotações desde julho. Com a sequência de baixas, produtores passaram a restringir os volumes negociados, enquanto compradores ficaram mais cautelosos diante dos preços pedidos.

Produtores restringem vendas de feijão-carioca e freiam queda

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A entrada da terceira safra aumentou a disponibilidade de feijão-carioca, principalmente nas regiões produtoras do Cerrado, pressionando os preços. Em meados de agosto, o Cepea apontava recuo superior a 20% na parcial do mês.

Com a desvalorização, porém, os vendedores reduziram a oferta de lotes e passaram a exigir valores maiores. A estratégia limitou a queda e permitiu uma recuperação parcial das cotações na segunda metade do mês. Do outro lado, os compradores diminuíram o ritmo dos negócios e demonstraram resistência aos novos preços.

Feijão-preto segue com preço mais estável

O feijão-preto apresentou comportamento diferente. No dia 28, a saca de 60 quilos chegou a R$ 215,96 na metade sul do Paraná, acumulando alta de 2,98% desde o início de agosto. A menor disponibilidade durante a entressafra e a procura por lotes de melhor qualidade ajudaram a manter as cotações firmes.

O cenário já vinha sendo observado desde julho. Enquanto o carioca sofria com a entrada de novos volumes, o preto permanecia sustentado pela menor oferta, especialmente no Paraná, após o encerramento da segunda safra.

Pontos-chave
Mercado de feijão
✓
Feijão-carioca voltou a subir no fim de agosto, com a saca de 60 kg a R$ 298,80 no Leste Goiano (28/8).
✓
Alta de 8,66% na saca de carioca em relação ao início de agosto.
✓
Produtores restringiram vendas diante da desvalorização, exigindo valores maiores e freando queda.
✓
Feijão-preto teve comportamento mais estável, saca de 60 kg a R$ 215,96 na metade sul do Paraná (28/8).
✓
Conab estima 469,5 mil toneladas de feijão-preto na safra 2025/26, 42,1% abaixo da temporada anterior.
✓
A alta no campo não implica repasse imediato ao consumidor devido a beneficiamento, empacotamento, transporte, margens e estoques.

Produção menor aumenta pressão sobre o feijão-preto

A Conab estima 469,5 mil toneladas de feijão-preto na safra 2025/26, volume 42,1% inferior ao da temporada anterior. A redução está associada principalmente à menor área cultivada e às perdas provocadas pelo clima no Paraná. Em julho, a Companhia também havia cortado em 7,3% a previsão em relação ao levantamento anterior.

Com isso, os dois principais tipos consumidos no país encerram agosto em situações distintas:

  • Feijão-carioca: voltou a subir após a queda provocada pela maior oferta da terceira safra.
  • Feijão-preto: permanece sustentado pela menor disponibilidade e pela produção reduzida.
  • Mercado: produtores mais firmes ajudam a limitar as quedas, enquanto compradores mantêm cautela diante dos preços mais altos.

A alta observada no campo, porém, não significa repasse imediato ao consumidor. Entre a comercialização da saca e o preço nas prateleiras estão etapas como beneficiamento, empacotamento, transporte, margens de comercialização e estoques.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Yasmin Henrique

Yasmin Henrique

Sou uma jovem de 20 anos que cursa jornalismo na federal de Alagoas. Paulista de nascença, moro há mais de uma década no estado nordestino. Desde pequena fascinada pelo mundo da leitura e da escrita, sempre adorei a ideia de informar as pessoas e meus textos fazerem a diferença na vida de alguém. Ainda estou começando na trilha profissional, mas planejo alcançar muita coisa. Quando não estou estudando, sou redatora do Consulta Pública.

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