Uma descoberta feita durante um trabalho de campo em uma reserva natural da Califórnia revelou um fóssil raro e excepcionalmente preservado.
A geomorfóloga Brigid Lynch encontrou uma rocha de aparência incomum no condado de San Mateo, mas o material escondia uma peça importante da história da megafauna da região.
O que parecia ser apenas uma pedra acabou identificado como um molar intacto de mastodonte do Pacífico, espécie que habitou a América do Norte durante a Era do Gelo.
Segundo o Midpeninsula Regional Open Space District, paleontólogos consideraram o exemplar o molar mais bem preservado já encontrado naquela área.
Uma descoberta rara em perfeito estado
O fóssil impressionou paleontólogos pela qualidade de conservação. O paleontólogo Wayne Thompson descreveu o achado como espetacular e o mais completo já visto, evidenciando um período da história natural da região que agora se torna mais tangível para pesquisa científica.
O mastodonte do Pacífico era um parente próximo dos elefantes atuais. O animal ocupou diferentes áreas da América do Norte, incluindo regiões que hoje correspondem à Califórnia, ao Oregon e às Montanhas Rochosas.
A espécie desapareceu há mais de 10 mil anos, vítima tanto de mudanças climáticas drásticas quanto da pressão de caça humana intensificada.
Valor científico e investigação futura
O molar foi doado à Universidade de Stanford para análise avançada.
Pesquisadores utilizarão datação por carbono para determinar com precisão a idade do fóssil e extrair informações sobre o ambiente e os ecossistemas extintos.
Christine Garcia, curadora da coleção de geociências de Stanford, informou que fósseis são a única oportunidade de compreender a biodiversidade pretérita e os ecossistemas extintos.
Esses achados ajudam cientistas a fazer melhores previsões e decisões sobre como proteger melhor os ecossistemas e a biodiversidade contemporâneos.
Descoberta amplia conhecimento sobre a Era do Gelo
O achado se soma a outras descobertas paleontológicas que vêm ajudando a reconstruir a história da Era do Gelo na América do Norte.
Cada fóssil encontrado acrescenta uma nova peça ao registro de animais que ocuparam o continente antes de desaparecerem.













