O mês de setembro de 2026 caminha para entrar na história climática de São Paulo. Até as 9h desta segunda-feira (14), a capital paulista já havia acumulado 218 milímetros de chuva, colocando o mês entre os mais chuvosos dos últimos 84 anos.
O volume se aproxima da marca histórica de 243 milímetros, registrada como referência para o período.
Com a previsão de novas precipitações nos próximos dias, o acumulado ainda pode aumentar até o encerramento do mês.
Quando a chuva dá trégua
A previsão meteorológica aponta uma pausa nas precipitações a partir de quarta-feira (16). A chuva deve continuar nesta terça-feira (15), mas perderá intensidade conforme os dias avançarem.
Esta trégua será temporária, e o retorno das chuvas está previsto para próximo ao dia 20, ainda que com força menor em algumas regiões do que a observada nesta primeira quinzena.
Intensidade varia por região
O interior de São Paulo também enfrenta acumulados significativos. Amparo deve registrar mais de 12 milímetros nesta terça-feira, com o tempo secando a partir de quarta antes de chuvas retornarem perto do dia 20 com previsão de 23 milímetros.
Na região cafeeira do Sul de Minas Gerais, Três Corações enfrentará volumes ainda maiores.
A previsão aponta quase 31 milímetros de chuva concentrados em apenas um dia nesta terça-feira, um volume expressivo para uma importante área produtora de café.
Norte e centro-oeste enfrentam cenário oposto
Enquanto o Sudeste recebe chuva abundante, outras regiões enfrentam o oposto. A região Norte mantém temperaturas elevadas e clima seco, com Gurupi no Tocantins sob intenso calor e Cuiabá em Mato Grosso registrando máximas próximas aos 33°C.
Esta combinação de umidade reduzida e altas temperaturas aumenta o risco de queimadas nas áreas afetadas.
O cenário também impacta o plantio de soja em estados estratégicos para a safra 2026/27.
Impacto no plantio da soja
Entre 15 e 19 de setembro, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul devem registrar poucos volumes de chuva.
Em Mato Grosso, os acumulados não devem ultrapassar 15 milímetros na maioria das áreas produtoras, enquanto regiões como Rondonópolis e Sinop continuam com precipitação reduzida.
Esta escassez de chuva pode atrasar o avanço do plantio em Mato Grosso, que aguarda condições melhores para a semeadura.
Em Mato Grosso do Sul, beneficia-se do encerramento do vazio sanitário nesta terça-feira (15), liberando o início do plantio onde o solo já apresenta melhores condições de umidade no Centro-Sul do estado.













