A Power Minerals definiu o primeiro alvo de exploração do Morro do Ferro. Em Poços de Caldas, no Sul de Minas Gerais, o projeto conta com potencial de 9,2 milhões a 10,7 milhões de toneladas de Minério. Os trabalhos de sondagem em curso buscam confirmar a dimensão real dessa Reserva estratégica.
O depósito contém teores entre 7,8% e 9,2% de óxidos totais de terras raras, além de 1,3% a 1,6% de elementos mais raros — neodímio, praseodímio, térbio e disprósio. Esses minerais alimentam a produção de carros elétricos, turbinas eólicas, celulares e equipamentos de defesa em todo o mundo.
Como a empresa mapeou o alvo
Essa estimativa foi alcançada a partir de 169 furos antigos e mais recentes, com 3.241 análises realizadas ao longo de 5.696 metros de profundidade. A Power Minerals usou ainda levantamentos por drone com tecnologia LiDAR e dados geofísicos integrados para definir a extensão do depósito.
Segundo a companhia, parte do alvo já tem respaldo direto das perfurações completadas. Já a outra porção representa uma projeção para áreas ainda não testadas. Nove furos diamantados, somando 1.158 metros, continuam aguardando análises laboratoriais que podem alterar a tonelagem e os teores estimados.
Operações e próximas etapas
Duas sondas trabalham atualmente no Morro do Ferro dentro de um programa previsto para 25 furos diamantados e cerca de 4 mil metros de perfuração no total. Essas atividades possuem dois objetivos: a avaliação da extensão do depósito para o sul e a continuidade da mineralização em profundidade.
O CEO da Power Minerals, Alister Stephens, apresentou os resultados e o andamento do projeto durante webinar com investidores.
Vale destacar que o alvo tem natureza conceitual — portanto, ainda não é uma estimativa oficial de Recurso mineral ou Reserva de Minério —. Junto a isso, a Power Minerals ainda pretente realizar trabalhos adicionais de exploração, com a meta de confirmar se o potencial identificado pode virar Recurso utilizável.
Histórico da aquisição
A Power Minerals, listada na Australian Securities Exchange (ASX), concluiu a compra da Mineração Terras Raras S.A., responsável pelo projeto em Poços de Caldas, em abril deste ano. A aquisição foi finalizada pelo valor de R$ 80 milhões. A multinacional também explora recursos de lítio na Argentina e ativos de terras raras, nióbio e outros minerais críticos no Brasil, além de também contar com operações na Austrália, Canadá e outras regiões da Argentina.













