As chuvas que aceleraram o calendário agrícola no Paraná podem se tornar um desafio nos próximos dias. Novas chuvas devem chegar ao Estado e limitar temporariamente o avanço da semeadura de soja da safra 2026/27, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).
Até segunda-feira (5), o Paraná — um dos maiores produtores da cultura no Brasil — havia coberto 36% da área destinada ao plantio, o melhor desempenho para este período em oito safras.
A umidade do solo beneficiou o desenvolvimento inicial das plantas já semeadas. O excesso de água, porém, dificultou o controle de pragas e doenças e agora ameaça impedir a entrada das máquinas nos campos.
O impacto das chuvas no calendário
As chuvas previstas para a próxima semana terão volumes acima da média histórica, segundo dados meteorológicos da LSEG. Elas vão paralisar ou retardar os trabalhos nas lavouras e reduzir o ritmo da semeadura, que vinha acelerado nas semanas anteriores.
Expectativas para a colheita
Apesar dos desafios com as chuvas, o Deral mantém perspectiva positiva para a safra. A estimativa preliminar aponta produção recorde de 22,6 milhões de toneladas de soja no Estado.
No trigo, o impacto é maior: a colheita avançou para 70% da área prevista, mas as chuvas comprometeram a qualidade do cereal. A produtividade ficou abaixo do esperado em muitas áreas, e predominaram classificações inferiores do cereal, exposto à elevada umidade por longo período.













