O Projeto Sucuriú, investimento de US$ 4,6 bilhões da Arauco em Inocência (MS), atingiu 81% de conclusão e está 6% adiantado no cronograma. A fábrica começará a operar no quarto trimestre de 2027 e alcançará capacidade plena ao longo de 2028.
A madeira necessária para os primeiros anos já está garantida. Ao longo de 2027, a empresa trabalhará para consolidar toda a base florestal exigida pelo funcionamento futuro da unidade. Com isso, a companhia terá margem de segurança para manter o calendário previsto mesmo diante de possíveis imprevistos nas etapas finais da construção.
Escala produtiva e localização estratégica
Quando pronta, a fábrica produzirá 3,5 milhões de toneladas de celulose de fibra curta por ano. O complexo ocupa 3.500 hectares e fica a aproximadamente 50 quilômetros do centro de Inocência, às margens do Rio Sucuriú. A localização favorece o abastecimento de matéria-prima e o escoamento da produção.
O Brasil tem cerca de 11 milhões de hectares com potencial para o cultivo de árvores, o que mantém o país entre os principais polos globais de celulose.
Durante as obras, a população flutuante de Inocência atingiu cerca de 23 mil pessoas, e o número de trabalhadores chegou ao pico de 15 mil. Após o início das operações, a fábrica empregará aproximadamente 6 mil trabalhadores de forma permanente, e a operação mudará a dinâmica econômica da região.
Ferrovia e eficiência logística
A Arauco constrói um ramal ferroviário que será a primeira shortline do país a operar sob o novo marco regulatório ferroviário. O ramal estará pronto e em operação no primeiro semestre de 2027, antes do início das atividades fabris.
Essa integração entre o abastecimento de madeira e o transporte ferroviário reduz custos operacionais e emissões de carbono e torna o projeto mais competitivo no mercado global de celulose.
Base florestal e ausência de conflitos de abastecimento
Apesar de outras grandes indústrias de celulose operarem na região, não há preocupação com disputa por matéria-prima no momento. As empresas instaladas na área possuem bases florestais próprias para abastecer suas respectivas fábricas, o que reduz o risco de competição por recursos.













