Conhecido principalmente por dar vida a Bruce Banner no universo cinematográfico da Marvel, o ator Mark Ruffalo transformou a propriedade de mais de 20 hectares em um refúgio familiar que combina produção de alimentos, energia solar e práticas agrícolas voltadas à sustentabilidade. Localizada nas montanhas Catskill, no estado de Nova York, o local foi uma fazenda leiteira antes da aquisição por Ruffalo.
A área reúne características de uma propriedade rural tradicional e soluções para reduzir a dependência de combustíveis fósseis. O espaço, onde Ruffalo vive com a família, também reflete uma causa que o ator defende há anos: a proteção dos recursos naturais diante da expansão da indústria de petróleo e gás.
Fazenda reúne cultivo orgânico e energia renovável
A propriedade recebeu painéis solares e passou a adotar métodos de cultivo orgânico. A proposta é integrar a rotina rural a práticas que reduzam os impactos ambientais, aproveitando a terra para o cultivo de alimentos e a manutenção de áreas verdes.
A fazenda preserva elementos de sua antiga estrutura leiteira, incluindo construções rurais que ajudam a manter a identidade histórica do local. Em vez de abandonar esse passado, a família incorporou a propriedade ao cotidiano, conciliando a vida no campo com iniciativas de sustentabilidade, sem almejar transformar o terreno em uma grande operação comercial.
Combate ao fracking motivou o ativismo do ator
A decisão de Ruffalo de se envolver com questões ambientais ganhou força a partir de 2008, quando empresas de energia começaram a defender projetos para extrair gás natural da formação geológica Marcellus Shale, que se estende por regiões do nordeste dos Estados Unidos.
A técnica, conhecida como fracking ou fraturamento hidráulico, utiliza água, areia e produtos químicos injetados sob alta pressão no subsolo para liberar o gás retido nas rochas. Embora amplie as possibilidades de exploração de hidrocarbonetos, o método provoca debates sobre seus possíveis efeitos sobre a água e o meio ambiente.
Comunidades de cidades pequenas como Dimock, na Pensilvânia, denunciaram problemas de contaminação em poços de água em meio à atividade de exploração de gás. A pressão popular levou alguns estados, como Nova York, a proibir a técnica após uma avaliação de aspectos sanitários e ambientais.
A discussão, porém, não terminou naquele momento. Em 2024, parlamentares e ativistas passaram a questionar uma proposta que poderia permitir a extração de gás com dióxido de carbono comprimido. Ruffalo participou de iniciativas públicas relacionadas ao tema e continuou manifestando preocupação com os riscos de novas tecnologias de exploração para a saúde das pessoas e a conservação dos recursos naturais.












