Uma profissão que começou há mais de 50 anos proporcionou ao pecuarista Garon Maia a oportunidade de acompanhar a evolução da criação bovina no Brasil. Ao longo da vida, Maia abriu mais de 50 fazendas e se estabeleceu como um dos principais nomes da pecuária brasileira.
Falecido em junho de 2019, aos 93 anos, Maia ficou conhecido pela experiência na condução dos negócios e pela capacidade de identificar oportunidades em novas áreas de produção. Em 2016, aos 90 anos, ele relembrou sua história em uma entrevista à série Rota do Boi, do programa Giro do Boi, do Canal Rural.
Trajetória começou sem uma fazenda própria
A jornada no setor é um herança que passou de pai para filho. Maio começou a trabalhar junto ao pai, que arrendava propriedades rurais para criar e recriar bezerros. A família trabalhava com rebanhos que chegavam a aproximadamente 3 mil animais, selecionando os bovinos para a comercialização.
A estratégia era escolher lotes uniformes e conduzir os animais por estradas até Araçatuba, no interior paulista, importante ponto de negociação de gado na época. As vendas eram feitas diretamente aos compradores, que adquiriam os bovinos para engorda em suas propriedades. Naquela época, o transporte rodoviário de animais era feito a pé ou de trem.
Mais de cinco décadas acompanhando a evolução do setor
A trajetória do pecuarista coincidiu com transformações importantes na produção brasileira de carne bovina. Ao longo dos anos, a atividade incorporou novas técnicas de manejo, melhorias genéticas e sistemas de produção que permitiram elevar a produtividade das propriedades.
O produtor também viu mudanças na forma de terminar os animais. Tradicionalmente, a engorda era realizada principalmente a pasto, mas sistemas de confinamento passaram a ganhar espaço como alternativa para acelerar o ciclo produtivo e organizar a oferta de bovinos para o abate.
Na Fazenda Iviporã, localizada em Cerejeiras, no Vale do Guaporé, em Rondônia, essa modernização continuou presente na geração seguinte da família. A experiência de Maia em diferentes regiões contribuiu para sua reputação entre os criadores. A abertura de mais de 50 fazendas ao longo da carreira representou uma atuação extensa na implantação e no desenvolvimento de propriedades rurais.
Atualmente, a família, liderada pelo neto Rodrigo, segue tocando os negócios deixados por Garon. Rodrigo explicou ao Giro do Boi que a propriedade vêm passando por uma atualização nos métodos de trabalho.












