Aos 28 anos, Anushka Jaiswal trocou a carreira corporativa pela agricultura e transformou o cultivo protegido em um negócio de grande escala. Em 2017, enquanto presidia a célula de colocação do Hindu College, em Delhi, ela recusou uma oferta de emprego. Formada em Economia e após estudar francês no St Stephen’s College, voltou para Lucknow sem saber exatamente qual caminho seguir.
O primeiro contato com a agricultura surgiu de forma simples, no terraço de casa, onde passou a cultivar tomates e outras plantas. A experiência despertou seu interesse pelo setor e, após uma conversa com o irmão, Anushka decidiu buscar formação técnica.
Fez cursos de horticultura no Institute of Horticulture Technology, em Noida, e treinamento em cultivo de cogumelos em Solan, além de se especializar em cultivo protegido, hidroponia e outras técnicas de horticultura.
Agricultura em larga escala do primeiro plantio à expansão
Em agosto de 2020, Anushka começou a trabalhar alugando um acre de terra em Sisendi, na região de Mohanlalganj, em Lucknow. Sua primeira colheita rendeu 51 toneladas de pepinos ingleses.
O resultado inicial incentivou a diversificação. A infraestrutura de cultivo protegido, embora cara, reduz riscos como pragas e variações climáticas. Ela passou a cultivar pimentões vermelhos e amarelos, couve, bok choy, alface, abobrinha, salsinha e repolho vermelho, produtos considerados exóticos no mercado indiano.
Com a expansão da operação, a área cultivada chegou a seis acres.
- Ambiente controlado: As estufas permitem regular parcialmente temperatura, umidade e irrigação, protegendo as plantas de condições climáticas adversas.
- Infraestrutura: O sistema utiliza estruturas metálicas, cobertura de polietileno, irrigação, ventilação e mecanismos de resfriamento. O investimento é maior, mas aumenta o controle da produção e pode reduzir perdas.
- Solarização: Em maio e junho, Anushka deixa o solo sem cultivo e utiliza a radiação solar para ajudar no controle de problemas do solo antes do novo ciclo.
Atualmente, a propriedade produz aproximadamente 210 toneladas de pimentões por ano, enquanto o faturamento anual divulgado chega a ₹1 crore, ou 10 milhões de rúpias. Esse valor corresponde à receita bruta informada, e não ao lucro líquido da atividade.
Comercialização e impacto local
Os produtos de Anushka abastecem plataformas de comércio rápido como Blinkit e Big Basket, além de varejistas importantes como Lulu Hypermarket. Sua produção também chega a mercados atacadistas em Delhi e Varanasi.
A produção consolidou Anushka como fornecedora confiável em uma região onde a agricultura tradicional ainda predomina. Atualmente, ela emprega entre 25 e 30 trabalhadores, principalmente mulheres.
Desafios e visão futura
O caminho não foi isento de obstáculos. Construir a infraestrutura de estufas exigiu capital significativo. A falta de instrutores qualificados dificultou o aprendizado inicial, e a experiência prática revelou-se diferente da teoria aprendida em sala de aula.
Apesar das dificuldades, Anushka permaneceu comprometida com a qualidade e a inovação. Sua produção é conhecida localmente como “Madam ke khet ke shimla mirch” (pimentões da fazenda da Madam).
Hoje, ela defende o cultivo protegido como o futuro da agricultura, argumentando que o método otimiza o uso de água, reduz as perdas da colheita e melhora os rendimentos — vantagens decisivas para pequenos agricultores que enfrentam pressão por produtividade com recursos limitados.












