A cerca de 195 quilômetros de São Paulo, a Fazenda Primavera ocupa 376 hectares em Bofete, no interior paulista. Construída em 1960, a propriedade de estilo colonial se tornou um refúgio para Ana Maria Braga, que divide a rotina no campo entre a espiritualidade e a produção agrícola.
Além do cafezal orgânico, a fazenda reúne horta, pomar, eucaliptos e criação de gado. Mas dois espaços têm significado especial para a apresentadora: uma capela dedicada a Nossa Senhora de Fátima e a lavoura de café, que ela acompanha pessoalmente.
A capela que nasceu da fé
A devoção a Nossa Senhora de Fátima ganhou força no primeiro câncer de Ana Maria, quando Hebe Camargo e Paulo Machado lhe deram uma imagem da santa. Após a recuperação, ela foi ao Santuário de Fátima, em Portugal, em 2002, onde fez uma peregrinação de joelhos em agradecimento.
Na Fazenda Primavera, a fé virou capela, que reúne mais de 400 imagens religiosas recebidas de amigos e admiradores. Ana Maria já enfrentou o câncer quatro vezes e, em 2020, tratou um adenocarcinoma pulmonar metastático.
O cafezal que virou dedicação diária
O cafezal orgânico começou a ser implantado no fim de 2022, aproveitando uma área que já havia sido utilizada para o cultivo. A apresentadora contratou uma equipe especializada para preparar o solo e acompanhar a lavoura.
Ana Maria acompanha de perto diferentes etapas da produção e costuma chamar os pés de café de “filhos”. A primeira colheita rendeu cerca de 300 quilos, e o projeto deve crescer:
- Expansão: a apresentadora pretende acrescentar 10 hectares à área de café.
- Secagem: os grãos são espalhados em um terreiro a céu aberto e revolvidos várias vezes ao dia.
- Umidade: depois da secagem inicial, seguem para um galpão até atingir entre 11% e 11,3% de umidade.
- Torra: somente depois dessa etapa os grãos estão prontos para serem torrados.
O clima é um dos fatores que mais exigem atenção. Chuvas durante a secagem podem dificultar a retirada uniforme da umidade e comprometer a qualidade do café.













