O ator Marcos Palmeira transformou uma antiga área degradada de sua fazenda em Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, em um projeto de recuperação da Mata Atlântica. A Fazenda Vale das Palmeiras, adquirida em 1997, tem agora uma nova etapa de restauração prevista para alcançar 130 hectares, com a meta de plantar e regenerar 200 mil árvores nativas.
A iniciativa é realizada em parceria com o Instituto Terra de Preservação Ambiental (ITPA) desde 2022 e contempla cerca de 1,3 milhão de metros quadrados, área equivalente a aproximadamente 182 campos de futebol. O projeto prioriza a recuperação de trechos degradados, a proteção de nascentes e a recomposição de áreas de Mata Atlântica.
Marcos Palmeira e o reflorestamento da Mata Atlântica
Quando comprou a propriedade, Palmeira encontrou uma área com vegetação degradada e trechos desmatados. A recuperação começou antes da parceria com o ITPA, com o ator protegendo nascentes e permitindo que partes da vegetação voltassem a se desenvolver naturalmente.
A estratégia inclui:
- 130 hectares: área atualmente destinada ao projeto de restauração;
- 200 mil árvores: meta que combina plantio de mudas e regeneração natural;
- 1,3 milhão de m²: extensão total contemplada pela iniciativa;
- Mata ciliar: recuperação de áreas próximas a córregos e nascentes;
- Duas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs): áreas da propriedade destinadas permanentemente à conservação.
A propriedade também se consolidou como uma fazenda de produção orgânica e agroecológica, com alimentos como leite, queijos, mel, café e hortaliças. Em 2026, a área é descrita como um modelo que procura integrar produção agrícola, agrofloresta e preservação ambiental.
Como funciona o trabalho do Instituto
O trabalho do ITPA prevê espécies características do bioma, entre elas palmito-jussara, jequitibá, aroeira e pau-ferro. A entidade também acompanha o desenvolvimento das mudas, incluindo o controle de formigas que podem comprometer as plantas recém-implantadas e o replantio das que não sobrevivem.
Um detalhe importante é que as 200 mil árvores não correspondem necessariamente a 200 mil mudas plantadas. A meta anunciada pelo projeto soma árvores introduzidas pelo plantio com aquelas que voltarão a crescer por meio da regeneração natural.
Recuperação natural já mostra resultados
Antes mesmo da nova etapa de restauração, Palmeira deixou algumas áreas da fazenda sem intervenção e observou a vegetação retornar gradualmente. O reaparecimento de árvores e aves mostrou, segundo o ator, o potencial de regeneração da área quando protegida.
A recuperação também tem relação direta com os recursos hídricos. Parte do trabalho foi direcionada às áreas próximas às nascentes e cursos d’água, onde a recomposição da vegetação contribui para proteger o solo, reduzir processos erosivos e conservar os recursos hídricos.
A fazenda possui ainda duas RPPNs, identificadas como Rildo de Oliveira Gomes I e II. A parceria com o ITPA inclui apoio à elaboração dos planos de manejo dessas áreas. Por serem RPPNs, a destinação para conservação tem caráter permanente, independentemente de eventual mudança de proprietário.













