O atraso na colheita de café no Brasil pressionou os preços na bolsa de Nova York nesta quarta-feira (12/8), quando os contratos com vencimento em dezembro fecharam em alta de 1,35%, cotados a US$ 3,1995 a libra-peso. Chuvas excessivas em regiões produtoras prejudicam tanto o cronograma de colheita quanto a qualidade dos grãos já colhidos.
Na Cooperativa Regional dos Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), a colheita de arábica atingiu 74,6% da área cultivada. O índice ficou abaixo dos 80,4% registrados no mesmo período do ano anterior.
Café impulsiona preços internacionais na bolsa de Nova York
O Brasil é o maior produtor e exportador de arábica do mundo, e as condições de sua safra afetam as cotações internacionais. Segundo o diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Celírio Inácio, os preços devem voltar a subir entre 10% e 15% nas próximas semanas, com base em informações de grandes empresas do setor.
A pressão sobre as cotações ocorre em um momento de atenção ao andamento da safra brasileira. Além do atraso provocado pelas chuvas, a qualidade dos grãos e o volume efetivamente disponível para comercialização são acompanhados pelo mercado internacional.
Planejamento para a próxima safra
Com a colheita da safra 2026/27 praticamente concluída, os cafeicultores direcionam a atenção para a floração e a adubação da lavoura que formará a próxima temporada.
Os cafeicultores se preparam para retomar a aplicação de fertilizantes nitrogenados, além de avançar em plantios, reformas e renovação de áreas. A valorização recente do café melhora a capacidade de investimento nessas atividades.
Entre maio e o início de agosto, a relação de troca entre café e fertilizantes ficou mais favorável ao produtor. Os insumos acompanhados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), especialmente a ureia, apresentaram melhora em relação ao preço do café. Ainda assim, a relação permanece menos favorável do que há um ano.













