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Brasil terá chuva, calor e seca nos próximos meses por causa do El Niño: veja onde

Por Yasmin Henrique
04/09/2026
Brasil terá chuva calor seca

Foto: Jonathan/Pexels

O El Niño já está estabelecido no Oceano Pacífico e deve ganhar força nos próximos meses, podendo atingir intensidade muito forte no fim de 2026. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) estima uma probabilidade próxima de 100% de que o fenômeno persista até fevereiro de 2027, enquanto a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) calcula em mais de 90% a chance de um El Niño muito forte durante o segundo semestre.

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O fenômeno também aumenta a probabilidade de eventos extremos, como secas, enchentes, ondas de calor e chuvas intensas. A OMM afirma que o El Niño deve atingir seu pico de intensidade perto do fim deste ano e que seus efeitos climáticos podem continuar ao longo de 2027.

El Niño
100%
probabilidade de El Niño persistir até fevereiro de 2027 (OMM)
mais de 90%
chance de um El Niño muito forte no segundo semestre (NOAA)
69%
probabilidade de um evento histórico entre outubro e dezembro (NOAA)
mais de 90%
chance de intensidade muito forte entre setembro e novembro (Painel El Niño brasileiro)
1,8°C
anomalia da temperatura na região Niño 3.4 em julho
3,3°C
anomalia da temperatura na região Niño 1+2 em julho

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Chuva concentrada no Sul, seca no norte

No Brasil, os efeitos devem aparecer de forma desigual. A previsão para setembro, outubro e novembro indica chuvas acima da média no Sul e em partes de São Paulo e Mato Grosso do Sul, enquanto Norte, Nordeste e áreas do Centro-Oeste e Sudeste tendem a registrar volumes inferiores ao normal. Ao mesmo tempo, as temperaturas devem permanecer acima da média em grande parte do país.

Sul: mais chuva

  • Sul, SP e MS: chuva acima da média, com risco de alagamentos e enchentes.
  • Agricultura: mais água pode beneficiar culturas, mas também dificultar operações e favorecer doenças.

Norte e Nordeste: menos chuva

  • Norte e Nordeste: precipitação abaixo da média e temperaturas elevadas.
  • Centro-Oeste e Sudeste: déficit de chuva em MT, TO, norte de GO, MG e ES.
  • Impactos: menor disponibilidade de água, agravamento da seca e prejuízos para lavouras, pastagens e pecuária.

Amazônia e Pantanal: risco de estiagem

  • Amazônia Legal: Amapá, RR, PA, MA, AM, AC e norte de MT devem ter pouca chuva.
  • Riscos: estiagem prolongada, menor disponibilidade hídrica e maior chance de queimadas, agravadas pelo calor e baixa umidade.

Calor acima da média em todo o país

De setembro a novembro, as temperaturas devem ficar acima da média em grande parte do Brasil. No Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a combinação de calor e pouca chuva pode agravar a seca, reduzir a umidade do solo e aumentar o risco de queimadas.

O El Niño altera as probabilidades climáticas em escala sazonal, mas não significa que haverá calor intenso todos os dias ou ondas de calor contínuas.

El Niño entre os mais fortes

A NOAA estima 69% de probabilidade de um evento histórico entre outubro e dezembro.  O Painel El Niño brasileiro também aponta mais de 90% de chance de intensidade muito forte entre setembro e novembro, com possibilidade de ser o episódio mais intenso desde 1950.

Em julho, a anomalia da temperatura do Pacífico chegou a 1,8°C na região Niño 3.4 e a 3,3°C na Niño 1+2, próxima às costas do Peru e do Equador.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Yasmin Henrique

Yasmin Henrique

Sou uma jovem de 20 anos que cursa jornalismo na federal de Alagoas. Paulista de nascença, moro há mais de uma década no estado nordestino. Desde pequena fascinada pelo mundo da leitura e da escrita, sempre adorei a ideia de informar as pessoas e meus textos fazerem a diferença na vida de alguém. Ainda estou começando na trilha profissional, mas planejo alcançar muita coisa. Quando não estou estudando, sou redatora do Consulta Pública.

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