Na Islândia, o casal Knútur Rafn Ármann e Helena Hermundardóttir encontrou uma forma de aproveitar a energia geotérmica do país para revitalizar uma fazenda abandonada. A dupla transformou um terreno abandonado em uma estufa de vidro que produz tomate o ano inteiro.
O negócio, batizado de Fridheimar, nasceu da ideia de usar a energia geotérmica para aquecer o ambiente mesmo quando a neve cobre tudo do lado de fora. A produção chega a 370 toneladas de tomates por ano — praticamente uma tonelada por dia, inclusive nos meses mais frios do inverno islandês.
Esse volume representa mais de 15% de todo o mercado de tomate consumido no país.
Como funciona o cultivo com calor da Terra
A Islândia fica sobre uma região de atividade vulcânica intensa, o que faz da energia geotérmica uma fonte natural e abundante de calor. O país usa essa energia há muito tempo para aquecer casas e banhos públicos. Na Fridheimar, ela sustenta o cultivo de tomates, uma cultura que, em teoria, não combina com o clima do país.
Dentro da estufa telhada de vidro, o ar fica quente e úmido, bem diferente do frio da paisagem islandesa. Fileiras de tomates amadurecendo ocupam o espaço a poucos metros de distância e o zumbido de abelhas circulando entre as plantas completa a cena — um contraste que faz quem entra ali se sentir em outro lugar.
Uma fazenda que virou negócio de família
Knútur e Helena conduzem o empreendimento ao lado dos cinco filhos do casal. A família recuperou uma propriedade que estava sem uso e converteu o espaço em uma operação voltada só para o tomate. Historicamente, a agricultura islandesa se concentrou na criação de ovelhas e gado.
Como o terreno é montanhoso e pouco favorável ao plantio, apenas uma pequena fração da área da Islândia é usada para a agricultura. Por isso, a produção em larga escala de tomate é ainda mais incomum no país. Justamente por ser raro, a estufa da Fridheimar também recebe visitantes atraídos pelo contraste entre o calor no interior e o frio islandês do lado de fora das paredes de vidro.













