Aos 72 anos, Chitãozinho mantém um dos principais negócios de seu patrimônio longe dos palcos. Em Mozarlândia, no interior de Goiás, a cerca de 300 quilômetros de Goiânia, o cantor é proprietário da Fazenda Galopeira, com aproximadamente 990 hectares e mais de 10 mil cabeças de gado, principalmente Nelore.
Adquirida há cerca de três décadas, a propriedade teve a pecuária como principal atividade durante boa parte desse período. A criação é voltada ao Nelore de elite, com seleção de matrizes e reprodutores para melhoramento genético. A estrutura inclui pistas de trato, confinamentos e suporte técnico, enquanto leilões de animais de alta linhagem já movimentaram mais de R$ 6 milhões em arremates.
Estrutura para o gado e para a família
A Galopeira não funciona apenas como unidade de produção. A propriedade também conta com casa-sede, alojamentos para funcionários, lago e campo de futebol, oferecendo uma estrutura de lazer para Chitãozinho e a família.
O lago, de formato arredondado, é utilizado para pesca esportiva. Na entrada, uma placa identifica o proprietário pelo nome de batismo, José Lima Sobrinho. Já o nome Galopeira faz referência à música que marcou a trajetória da dupla sertaneja.
Por que Chitãozinho investiu no gado
Chitãozinho já declarou que considera a pecuária uma alternativa mais segura aos investimentos financeiros tradicionais e prefere aplicar recursos no gado. Na Galopeira, a atividade combina criação comercial com melhoramento genético, elevando o valor de matrizes e reprodutores destinados à reprodução e à formação de novos lotes.
A escala da operação ajuda a dimensionar o patrimônio envolvido:
- Mais de 10 mil cabeças de gado;
- Predominância de Nelore de elite;
- Seleção genética de matrizes e reprodutores;
- Estrutura de confinamento e manejo;
- Leilões de animais de alta linhagem.
Uma estimativa do Portal 6 apontou que apenas o rebanho, considerando bovinos de 500 a 600 quilos, poderia representar dezenas de milhões de reais, embora o valor varie conforme peso, idade, categoria e genética dos animais. Os leilões de exemplares de elite também já movimentaram mais de R$ 6 milhões em arremates.
Um histórico ambiental controverso
Apesar das iniciativas atuais relacionadas à produção agrícola e à preservação, a Fazenda Galopeira também possui um episódio ambiental registrado pelas autoridades. Em 2014, uma inspeção da então Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Goiás identificou degradação de 15 hectares de vegetação nativa em área de reserva legal, sem autorização do órgão ambiental.
O caso chegou à Justiça após ação do Ministério Público de Goiás, e foi determinado que o proprietário apresentasse um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD). A ocorrência foi registrada anos antes de Chitãozinho iniciar o projeto de produção de soja na propriedade.













