O uso de defensivos agrícolas nas lavouras brasileiras avançou 5% no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, a Área Potencial Tratada (PAT) chegou a 1,2 bilhão de hectares, 59 milhões de hectares a mais que no mesmo período de 2025.
Além da expansão da PAT, o volume de produtos aplicados cresceu 4,5%. O levantamento foi realizado pela Kynetec Brasil a pedido do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg).
A métrica não corresponde à área física cultivada. Como considera cada aplicação realizada, uma mesma propriedade pode ser contabilizada várias vezes ao longo da safra, conforme recebe diferentes produtos ou aplicações.
Expansão de lavouras protegidas por defensivos agrícolas
Pressão de pragas
• Principais alvos: lagartas, percevejos e mosca-branca na soja.
• Fatores: condições climáticas e dificuldades no fim do ciclo da soja.
• Período: dados incluem o manejo final da safra 2025/26 e o início da segunda safra.
• Destaques: algodão e milho safrinha.
Área potencial tratada por cultura
• Milho: 35%.
• Soja: 29%.
• Algodão: 14%.
• Outras culturas: 22%, incluindo pastagens, cana, hortifruti, feijão, citros, arroz e trigo.
Defensivos mais utilizados
• Herbicidas: 41% do volume total.
• Inseticidas: 29%.
• Fungicidas: 22%.
Participação na área tratada
• Inseticidas: 35%.
• Herbicidas: 19%.
• Fungicidas: 17%.
• Tratamento de sementes: 6%.
• Adjuvantes e reguladores de crescimento: 23%.
Crescimento de cinco anos mostra expansão acelerada
Entre a safra 2020/21 e a de 2025/26, a quantidade total de hectares sob proteção saltou de 1,6 bilhão para 2,6 bilhões, um avanço de 62,5%.
No mesmo período, o mercado movimentado pelo setor de proteção de cultivos cresceu de aproximadamente R$ 61,4 bilhões para cerca de R$ 100 bilhões, o que equivale a um aumento de 62,9%.
A métrica utilizada para mensuração, a PAT, leva em conta a quantidade de aplicações realizadas e o total de produtos utilizados, não apenas a extensão territorial cultivada.
Uma mesma gleba pode receber múltiplas aplicações de defensivos ao longo da safra. Isso amplia a contagem na PAT sem necessariamente aumentar a área física plantada.













