O preço da saca de 50 quilos de arroz em casca encerrou agosto em alta no Rio Grande do Sul e registrou a maior média mensal desde abril de 2025.
Segundo o indicador Cepea/Irga-RS, elaborado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, a saca fechou o mês cotada, em média, a R$ 74,25.
A valorização ganhou força na reta final de agosto. Em 31 de agosto, o preço chegou a R$ 78,37, acumulando alta de 14,19% ao longo do mês.
O movimento continuou no início de setembro, quando a cotação alcançou R$ 78,62, avanço diário de 0,32%.
Fatores que elevaram o preço do arroz
A matéria-prima disponível para as indústrias montarem seus estoques diminuiu porque os fornecedores recuaram nas vendas.
Isso forçou os compradores a mudar de estratégia durante as negociações, oferecendo prazos de pagamento mais longos para fechar contratos.
Do outro lado da mesa, quem vende segurou o preço pedido, apostando que a valorização continuaria.
Essa resistência dos produtores, somada à dificuldade das indústrias de repassar o reajuste ao arroz beneficiado, travou parte dos negócios ao longo do mês.
Oferta maior não derrubou o valor
Nos últimos dias de agosto, algumas regiões passaram a ter mais grãos disponíveis, o que permitiu negociar lotes maiores. Ainda assim, o volume extra não fez o valor cair.
A demanda externa ganhou peso nesse cenário, principalmente perto do Porto de Rio Grande.
Compradores estrangeiros elevaram as ofertas por determinados lotes, o que deu novo fôlego à cotação interna.
Safra menor reforça expectativa de alta
O Instituto Rio Grandense do Arroz projeta redução na área plantada para a safra 2026/27: 861,7 mil hectares, queda de 3,4% frente aos 891,9 mil hectares da temporada 2025/26.
Na safra anterior, a semeadura no Rio Grande do Sul já havia recuado 8,06%.
A sequência de reduções coloca a dimensão da área cultivada entre os principais pontos de atenção para o mercado.













